Picalé chega para o Carnaval com o slogan ‘chupa que hidrata'

Tainá Maísa, a criadora do Picalé (reprodução / instagram @__eitapreta)

A criatividade do brasileiro é uma coisa sem limites e para o Carnaval de 2020, a pernambucana criou uma forma de hidratar e divertir os foliões: 'Picalé'.

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A cozinheira e ativista Tainá Maísa contou ao Yahoo! que a ideia surgiu após um bate papo com amigos, mas a provocação inicial veio na aula de confeitaria. “Primeiro pensei em um bolo de rolo colorido. Sempre brinco com meus amigos de trocar os gêneros e tivemos uma ideia de fazer uma ‘bola de rola’, mas daria muito trabalho. Um dia sonhei com esse picolé com formato de pênis”, lembra.

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Para começar a produção do 'Picalé' ela contou com a ajuda de uma amiga. “Cintia Fernanda me patrocinou e comecei a buscar a forma. Demorei duas semanas para encontrar. A receita do picolé é a da minha mãe, é uma receita de família melhorada”, conta.

A mãe, aliás, demorou um pouco para entender a iguaria criada pela filha. “Ela é evangélica e para ela foi um processo, mas encarou a brincadeira e está muito feliz comigo. Eles são feitos um a um e já tenho um estoque de 60 vendidos. Estou pensando em vender a R$ 6 cada um”, adiantou.

Coletivo desde a criação, ela também tem contado com a colaboração para a produção. “Estou fazendo os sabores: amendoim, graviola, chocolate branco, caipirinha, chocolate e abacaxi. Tem vários amigos me ajudando. Minha vizinha me deixa usar o freezer para guardar, por exemplo”, revela.  

Ativista negra, Tainá não quer de forma alguma hiper sexualizar o corpo masculino com o doce. “Principalmente o negro. A cobertura de chocolate meio amargo é para um uso culinário mesmo, quebrando o doce dos recheios do picolé”, avisa.