Carnaval: maiores escolas de samba do Rio só desfilam com vacina

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Viradouro, campeã do Carnaval do Rio de Janeiro de 2020 (Riotur / Gabriel Nascimento)
Viradouro, campeã do Carnaval do Rio de Janeiro de 2020 (Riotur / Gabriel Nascimento)

Já estamos em meados de julho e um martelo precisa ser batido: teremos Carnaval? Cinco das maiores escolas de samba do Rio de Janeiro se reuniram nesta segunda-feira (14) e decidiram que só entram na Marquês de Sapucaí com a população vacinada.

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Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Vila Isabel, Beija-Flor e São Clemente adiantaram o jornal ‘Extra’ que votarão pelo adiamento das festividades de 2021 por tempo indeterminado por conta da pandemia do covid-19. O argumento será usado na reunião que a Liesa, a liga das escolas de samba do grupo especial, que acontecerá nesta terça-feira (14). Autoridades do samba já ventilam transferir a festa para feriados no meio do ano, como Corpus Christi, mas a opção não tem ganho força.

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O adiamento se dá porque os desfiles não são feitos a passe de mágica. Escolas precisam apresentar enredos, escolher sambas de enredo, ensair o desfile e confeccionar quase quatro mil fantasias além de quatro carros alegóricos. Todas essas atividades são feitas em barracões fechados e envolvem centenas de pessoas.

Sem contar que nas arquibancadas da passarela do samba no rio cabem cerca de 70 mil pessoas, acrescido do público nos camarotes. Para além do desfile, também é muito forte no Rio o carnaval de rua que leva multidões atrás dos blocos.

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) já começa a ventilar o adiamento do carnaval da capital baiana e busca apoio de outros prefeitos e governadores para entrar na onda. A barreira são as eleições municipais em novembro, já que o Carnaval é uma importante fonte de renda e votos.

“Sem vacina, é inviável realizar o carnaval em qualquer data, seja em fevereiro ou junho. Hoje, as decisões judiciais têm muita força. Há o risco de fazermos investimentos altos e, lá na frente, o contágio voltar a subir e a Justiça determinar a suspensão. O carnaval é um evento de aglomerações, da produção à realização na Sapucaí. Como seria? Componentes a dois metros de distância? Cantando com máscaras no rosto?”, pontua o presidente da escola de samba Vila Isabel, Fernando Fernandes.

Em nota, a prefeitura do Rio de Janeiro, contou que analisará a sugestão de ACM Neto, e que já tomou algumas ações quanto às festividades de 2021. “Foi suspensa a divulgação dos preços dos ingressos na Sapucaí para o público estrangeiro e a liberação do caderno de encargos para as empresas interessadas em disponibilizar a infraestrutura do carnaval de rua, evento que reúne milhões de pessoas e exige um planejamento complexo e cuidados especiais. O carnaval precisa de uma análise incluindo o número de casos, a evolução no tratamento da doença, a prevenção e até uma vacina, para garantir a viabilidade”, diz a nota.

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