Carnaval 2022: Saúde do Rio já fala em “regra sanitária” para folia

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Revellers cheer during the Amigos da Onca street party in Rio de Janeiro, Brazil, on February 22, 2020 ahead of Rio's annual world famous carnival. - Rio's 13 top samba schools will compete during two nights of flesh-flaunting, sequin-studded spectacle on the nights of February 23 and 24 to be this year's champions. (Photo by Carl DE SOUZA / AFP) (Photo by CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images)
Carnaval de rua no Rio de Janeiro em 2020 (Foto: CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images)

Resumo da Notícia:

  • O prefeito Eduardo Paes havia revelado que seu desejo era de um Carnaval sem nenhuma restrição sanitária

  • Daniel Soranz, secretário de saúde do município, afirmou que caso aconteça, a festa terá alguma restrição

  • Governador do Rio de Janeiro já ventilou que pode proibir que blocos de rua desfilem no Carnaval

O Carnaval de 2022 segue em estado de suspensão em diversas capitais do país e o que era um desejo de oba oba no Rio de Janeiro já se torna uma questão na Cidade Maravilhosa. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), já anunciou que não há tempo hábil para planejar a festa na capital nordestina.

Durante entrevista ao “CNN 360” nesta segunda-feira (3), o secretário de saúde do município, Daniel Soranz, alertou que caso aconteça, a folia carioca não será sem restrições, como gostaria o prefeito Eduardo Paes (PSD). Uma definição sobre a festa deve ser dada pelo Governo e Prefeitura até meados deste mês.

“Certamente o próximo Carnaval terá que ter algum tipo de regra, de medida restritiva. Não vai poder ser um carnaval igual aos demais, sem nenhum tipo de regra sanitária. Esperamos reunir o comitê científico e o Estado para definir como isso vai funcionar. Por enquanto mantemos as medidas restritivas atuais e o sistema de informação”, afirmou ao vivo.

O médico e secretário ainda falou sobre a avaliação da evolução da variante ômicron, que conta com mais de 200 casos suspeitos na cidade. “O Carnaval é uma festa muito importante para a Cidade, só que mais importante é as pessoas estarem protegidas quanto a Covid-19. O objetivo principal é a segurança sanitária e vamos analisar o que acontecerá com o vírus para dar as regras. Se a ômicron causa mais internações, se vai prevalecer nas contaminações”, avaliou.

E acrescentou sobre o aumento de casos positivos na Cidade após as festas de fim de ano. “Todos os casos de variante ômicron investigados foram casos leves. Analisando todos esses fatores, que são fatores complexos, a gente vai poder tomar uma decisão mais precisa de como caminhar com as medidas restritivas", completou Soranz.

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