Carnaval 2022: Rio de Janeiro não terá blocos de rua; Sapucaí segue confirmado

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - FEBRUARY 22: Revellers participate in the Bloco Ceu na Terra street carnival celebration in the Santa Teresa neighborhood on February 22, 2020 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Bruna Prado/Getty Images)
Bloco de Rua no Rio de Janeiro durante o Carnaval de 2020 (Foto: Bruna Prado/Getty Images)

Parece que os foliões que gostam de emendar um bloco no outro durante o Carnaval não terão esta oportunidade no Rio de Janeiro em 2022. Eduardo Paes (PSD), o prefeito da cidade, cancelou os blocos de rua na cidade para as festividades que acontecem no fim de fevereiro. 

O prefeito se reuniu na tarde desta terça-feira (4) com a Sebastiana, que é a liga dos blocos de rua da Cidade, e o secretário de saúde Daniel Soranz e decidiu que não há condições sanitárias para liberar a aglomeração promovida pelos blocos de rua na cidade.

“Diante desse cenário todo, eu chamei hoje as ligas dos blocos. Estavam aqui 9 ligas de blocos, que representam aqueles que se organizaram em blocos, e informei a eles da inviabilidade do carnaval de rua", explicou o prefeito Eduardo Paes sobre a festa.

Rita Fernandes, a produtora cultural presidente da Sebastiana, associação organizadora dos blocos de rua do Rio, comentou a notícia: “Ele anunciou e a gente acata. Paes disse que pelos dados de hoje (da covid-19), não há condições de realizar o Carnaval. Nós vamos recuar. A gente não tem um bom cenário. Não é só por causa da nova variante, também tem a gripe da Influenza", afirmou.

O Governador da Bahia, Rui Costa (PT), informou há alguns dias que não há tempo hábil para a realização do Carnaval de Salvador, um dos mais concorridos e tradicionais do Nordeste. 

Opção à festa popular

Na última semana a prefeitura foi notificada pela patrocinadora do Carnaval de Rua, a Ambev, sobre a confirmação ou não da festa. “A Brahma pagou R$ 39 milhões para a festa. E eles nos notificaram semana passada sobre montar a estrutura e aportar recursos para a preparação”, contou.

Paes ainda afirmou que fez uma nova proposta à empresa e à liga dos blocos de rua. “O grande problema é elitizar a festa mais popular do Brasil. De certa maneira fizemos isto no Réveillon, mesmo democratizando os fogos. Propus à Ambev e a princípio toparam, de pegar dois ou três pontos da Cidade de, em fevereiro, inclusive durante o Carnaval para reunir os blocos mais tradicionais da Cidade”, afirmou.

A ideia é que sejam distribuídos ingressos e exigido um controle vacinal e de testagem para a entrada nos locais onde os blocos se apresentariam. “Gerando empregos e a população podendo curtir. Propus o Parque Olímpico, o Parque Madureira e outro lugar na zona oeste. A prefeitura ofereceria a testagem e fiz a proposta para as ligas, mas a princípio ela não foi bem aceita por conta da ligação do bloco com o território que eles estão”, ressaltou.

As partes devem se reunir no fim da semana para definir a ideia proposta por Eduardo. “O que ficamos de fazer é: não haverá carnaval de rua nos moldes do passado, mas ficaram de fazer novas propostas. É este o nosso esforço. Sexta feira temos um novo encontro para tentar operacionar isso até a próxima semana”, completa.

Desfiles, sim

Já a Marquês de Sapucaí está confirmadíssima, até o momento, para o Carnaval de 2022. “Vamos dizer que tudo dará certo e liberamos o Sambódromo com uma série de controles que serão anunciados depois. Teremos muito controle na Sapucaí e em festas fechadas”, avisou Eduardo Paes.

A prefeitura já falou em exigir comprovante de vacinas para espectadores nas arquibancadas, camarotes, desfilantes e pessoas do staff. O mesmo seria exigido das diversas festas e bailes que acontecem na cidade durante o período do Carnaval

Covid no Rio

Segundo informações do painel de acompanhamento da covid-19 da prefeitura da Cidade, os casos positivos tiveram um aumento nos últimos dias, os primeiros de 2022. Laboratórios particulares da cidade informaram um aumento de 30% no volume de testes.

“Por 17 semanas tivemos redução de casos de Covid e o aumento de casos sinaliza uma nova variante. Felizmente os novos casos, de forma precoce, não representa internação. A vacina protege contra a ômicron e temos o desafio que é fazer a terceira dose nos cidadãos da Cidade. Temos uma boa notícia dos casos graves e óbitos, mas nosso panorama de casos aumentou bastante”, explicou Daniel Soranz.

Nos últimos dias de 2021 mais de 450 pessoas tinham resultado positivo para o vírus e mais de 200 seguiam em investigação para a variante ômicron, que é mais transmissível. Ao todo 24 pessoas estão internadas na rede SUS da capital.

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