Carlos Alberto diz que ficou deprimido com pausa nas gravações: "Chorei quando vi o SBT vazio"

Giselle de Almeida
·2 minuto de leitura
Carlos Alberto de Nóbrega no "Conversa com Bial". Foto: reprodução/TV Globo
Carlos Alberto de Nóbrega no "Conversa com Bial". Foto: reprodução/TV Globo

A súbita paralisação das gravações do humorístico “A Praça é Nossa” foi um baque para Carlos Alberto de Nóbrega. Convidado do programa “Conversa com Bial” da última sexta-feira (24), o veterano contou que ficou deprimido com a pausa forçada, em razão da pandemia de Covid-19.

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“Quando a coisa estourou, em março, fui para o meu sítio. Eu pensei que iríamos ficar uns 40 dias parados e que em maio eu iria voltar a gravar, mas não, pois quando retornei a São Paulo a ordem do Silvio [Santos] foi que eu, ele e o Raul Gil só voltássemos quando tivesse a vacina”, contou o humorista de 84 anos.

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Segundo ele, a falta do dia a dia do trabalho afetou sua saúde mental: “Comecei a ficar muito deprimido, com depressão, que é uma coisa que eu não sou, pois sou um cara alegre, pra frente e que acha que tudo vai dar certo”.

A tristeza bateu quando foi à sede do SBT para selecionar as edições de “A Praça é Nossa” que estavam previstas seriam reprisadas durante a pausa dos programas inéditos.

“Quando eu cheguei lá na televisão e vi aquilo vazio, cara, eu comecei a chorar dentro do carro, e chorei muito, mas muito mesmo. Foi aí que fiquei mal, pois aquilo é a minha vida, sabe? Eu vi o SBT crescer lá na [rodovia] Anhanguera”, contou.

Carlos Alberto ainda pediu ao patrão para voltar à ativa e, por pouco, não teve seu pedido atendido. “Eu falei: ‘Pelo amor de Deus, me deixa voltar que preciso trabalhar’. O Silvio até aceitou impondo algumas condições. ‘Pode gravar, mas você vai gravar fora do estúdio’, ele me falou. Só que dois dias depois a Eliana pegou o vírus. Ou seja, esquece”, lamentou.

Herdeiro do humorístico criado por seu pai, Manuel de Nóbrega, o veterano acha que a atração do SBT tem prazo de validade. “Eu não imagino 'A Praça' nem daqui a cinco anos. Acho que ‘A Praça’ acaba comigo, pois seria desejar um mal enorme ao Marcelo passar por tudo o que eu passei. O lugar é dele, mas é muito peso. E gosto demais dele para querer isso para ele”, analisou.