Carlinhos Maia revela medo de se posicionar sobre política e defende voto na mudança

Já chamado de "Rei do Instagram" e com mais de 25 milhões de seguidores apenas nessa rede social, Carlinhos Maia prefere se resguardar quando o assunto é posicionamento político. Ele segue o caminho contrário de outros influenciadores digitais e artistas que têm expressado cada vez mais suas opiniões - favoráveis ou contrárias - aos atores políticos.

Mas não é por falta de opinião. "Confesso que eu tenho um pouco de medo de ir a fundo nesses assuntos políticos justamente para proteger a minha família porque existe maluco pra tudo, e todos os dias a gente que trabalha com internet tem que enfrentar essas pessoas doentes que não sabem apenas discutir política e respeitar a opinião dos outros", desabafa, ao falar com o Yahoo Entrevista.

O influenciador conta que as mesmas pessoas que cobram determinados posicionamentos ou declarações de voto costumam usá-los para atacar figuras públicas como ele, o que lhe causa incômodo. Também por isso, a escolha pelo silêncio.

"Toda vez que eles pedem que a gente se posicione, a gente vai se posicionar, vem aquela enxurrada de ataques que aí você fica: 'caramba!'", reclama Carlinhos.

Uma das últimas vezes que usou as redes sociais para falar de política foi em junho passado, quando chegou a pedir que o presidente Jair Bolsonaro (PL) deixasse o governo. Como já era de se esperar, o comentário feito no Twitter teve grande repercussão, com reações de apoio, ataque e surpresa ao vê-lo se pronunciar contra o mandatário.

Com isso, Carlinhos diz preferir a ação política ao invés de discursos. "A minha política está nos mais de 5.000 empregos que eu gero. Eu sou muito de fazer, menos de falar", ressalta. Além de influenciador, ele é humorista e empresário. Seu novo projeto é o "Girabank", um banco digital.

Terceira via

Ao mesmo tempo que é abertamente crítico a Jair Bolsonaro, Carlinhos também não declara intenção de voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder nas pesquisas eleitorais. Cerca de um ano atrás, ele usou o Twitter para defender uma terceira opção. "Por que não aprendemos a votar em outras pessoas?", questionou. Sem citar nomes, ele demonstrou que mantém esse pensamento ao falar com o Yahoo.

"Não estou feliz com essa política e torço muito para que o novo venha. Mas que novo, né? Fica essa pergunta: que novo? Não tem novo num país que a gente fica indo e voltando, indo e voltando nos mesmos partidos. Então, isso deixa a gente muito irritado", desabafou. Diante de tal opinião, Carlinhos frisou que não quer usar sua influência para que seus seguidores votem em "A, B ou X".

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