Carla Diaz reflete após viver Richthofen: “Me chocou como filha”

Carla Diaz como Suzane Von Richthofen (reprodução / instagram @suzanelouisevonrichthofenamor)

Carla Diaz está pronta para a repercussão dos seus próximos filmes, que contam a história por trás do crime cometido por Suzane Von Richthofen e os irmãos Cravinhos em 2002. Em conversa com o Yahoo!, a atriz contou que os longas narram o assassinato do casal Manferd e Marísia, pais da jovem, com base nos autos do processo.

Já conhece o Instagram do Yahoo Vida e Estilo? Siga a gente!

“É um caso que chocou o Brasil, me chocou muito também como mulher, como filha, como ser humano. É inimaginável um caso desses. Me pergunto até hoje por quê. Porque ninguém entende por que alguém faz isso. Mas acho que a reflexão é exatamente essa: tentar saber o que passa na cabeça do ser humano, o que leva um ser humano a fazer isso e o que a gente, como sociedade, podemos fazer para mudar”, disse a atriz.

Leia também

Carla lembrou que o assassinato dos Richthofen não foi o único parricídio (ato de uma pessoa matar os próprios pais) cometido em 31 de outubro de 2002. “Acontecem todos os dias, no mesmo dia que aconteceu o caso dela, aconteceram mais três em São Paulo. O caso da Suzane foi muito divulgado porque ela estava fora dos padrões: ela não é negra, não é periférica, de família rica... Infelizmente é uma história muito triste que vem se repetindo. E por que não ser contada?', questiona.

Com estreia marcada pra o dia 2 de abril, ‘A Menina que Matou os Pais’ e ‘O Menino que Matou Meus Pais’ têm sido criticados pelo público por retratar uma história que chocou, ainda choca, e causa revolta no país. “Importante [lançar o filme] no sentido de ser questionado. Por que acontecem casos assim? Arte está aí para debater qualquer tipo de assunto.”

Aos 29 anos, ela contou que mesmo se aprofundando na história de Suzane, não a compreende. “Como entender? Como fazer alguém aceitar o inaceitável? O caso vai ser contado como ele foi. Apenas. A história foi contada por diversas formas ao longo dos 17 anos e gerou também muita fake News, descobrimos isso. Os dois filmes abordam a história baseada nos autos do processo, com muitos detalhes que talvez as pessoas não conheçam'', concluiu.