Caravelas-portuguesas são confundidas com 'camisinhas' e sacolas por banhistas do litoral de SP

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
The Portuguese caravel (Physalia physalis) is the only organism in a heteromorphic colony, in the group of cnidarians. They live in tropical oceans, with blue or pink and purple colors. In contact with the skin, they can cause burns of up to third degree. Despite their appearance, they are not jellyfish.
A caravela-portuguesa (Physalia physalis), ou barco-de-guerra-português, vive nas águas de todas as regiões tropicais dos oceanos. (Foto: Getty Images)

Uma praia de Peruíbe, no litoral de São Paulo, assistiu a aparição de centenas de caravelas-portuguesas, nos últimos dias. O surgimento desses animais, que podem causar queimaduras graves, ocorre nesta época do ano por causa da correnteza marítima, segundo especialista.

De longe, os animais, no entanto, costumam ser confundidos com sacolas plásticas ou mesmo preservativos quando aparecem nas faixas de areia.

“Costumo visitar a minha irmã aqui em Peruíbe. Fiquei bem assustada com as caravelas, porque elas parecem um ser de outro planeta. Nunca tinha visto, me assustei mesmo”, afirma a turista Anna Seabra, de 39 anos.

“Se estivesse passando ali sozinha, ia achar que era um saco plástico, uma camisinha, ou algo do tipo, porque é bem estranho. Parece um ser de outro planeta mesmo”, explica ela publicitária, ao portal G1.

Leia também

A caravela-portuguesa (Physalia physalis), ou barco-de-guerra-português, vive nas águas de todas as regiões tropicais dos oceanos. Ela possui tentáculos cheios de células urticantes. Apesar de parecer um animal, é, na realidade, uma colônia composta por muitos animais inter-relacionados (pólipos).

O surgimento nesta época do ano é comum e ocorre devido à correnteza marítima, um fenômeno de massa de água chamado Água Central do Atlântico Sul (ACAS). A água é rica em nutrientes e passa pela costa brasileira no período de primavera e verão.

A caravela-portuguesa oferece grande risco e pode causar queimaduras de até 3º grau devido aos seus tentáculos, que liberam uma substância extremamente urticante. A queimadura pode até causar uma parada cardiorrespiratória.

Caso queimado, o banhista não deve tocar no local afetado, pois a toxina se espalha para onde a pessoa levar a mão. O melhor é evitar jogar água no ferimento, ou mesmo esfregar a mão com areia, e, se possível, aplicar vinagre na região afetada, até conseguir um atendimento médico adequado.