Capitão da PM apontado como líder de milícia na Zona Oeste do Rio se entrega à polícia

Rafael Nascimento de Souza
O capitão da PM Leonardo Magalhães Gomes da Silva é o principal alvo da operação

O capitão da Polícia Militar Leonardo Magalhães Gomes da Silva, acusado de ser o líder de uma narcomilícia que atua em várias comunidades da Zona Oeste, se entregou no começo da madrugada desta sexta-feira. Ele foi alvo da operação da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual intitulada Porto Firme nessa quinta-feira. Acompanhado de um advogado, o oficial se apresentou à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na Barra da Tijuca.

Após a ação, o capital, que é lotado no Departamento Geral de Pessoal (DGP), chegou a ser considerado foragido — já que ele não foi encontrado em nenhum de seus endereços — e teve uma foto incluída no Portal de Procurados. Segundo as investigações, Capitão Léo é o responsável por diversas mortes na região de Vargem Pequena e Vargem Grande. Além disso, ele é apontado pelas autoridades como o líder de um grupo paramilitar que realiza diversos crimes em regiões de Jacarepaguá.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), Magalhães é acusado de tráfico de drogas, extorsão, agiotagem, corrupção, além de grilarem de terra, mesmo estando na PM. A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e a Corregedoria da Polícia Militar apoiaram a ação, que contou com 200 policiais.

— Lamentamos que esses (policiais) estejam envolvidos nesse tipo de criminalidade. Hoje é mais uma ação de combate às organizações criminosas — disse o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), na manhã desta quinta-feira durante a operação para realizar as prisões.

A operação Porto Firme foi realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual para desarticular uma narcomilícia que atua em bairros da Zona Oeste do Rio. Os principais redutos do grupo são os bairros de Jacarepaguá, Vargem Grande e Vargem Pequena. A quadrilha é acusada de praticar crimes como extorsão, ameaças e homicídios. Foram expedidos 16 mandados de prisão e 51 de buscas e apreensões.