Capítulo cem de 'Éramos Seis' tem volta de Shirley e Zeca como homem-bala

KARINA MATIAS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - É aniversário de Inês (Carol Macedo), e Afonso (Cássio Gabus Mendes) fez um bolo de maçã para a celebração. Ele e Lola (Gloria Pires) querem aproveitar a comemoração para contar aos filhos que estão namorando. Mas, no momento em que o comerciante vai começar a falar, é interrompido por Shirley (Barbara Reis), que reaparece para a surpresa de todos. 

A sequência vai ser exibida nesta sexta-feira (24) e marca o capítulo cem da novela "Éramos Seis" (Globo). O episódio também vai mostrar Zeca (Eduardo Sterblitch) se aventurando como homem-bala em um circo. "É um capítulo que tem um olhar bem especial, porque é só a sequência do aniversário da Inês, e como contraponto o circo em Itapetininga. É como se fosse um filminho", diz o diretor artístico Carlos Araújo. 

Caminhando para a sua reta final, diz Araújo, a trama começa a ganhar mais emoção e intensidade. Na próxima segunda (27), Clotilde (Simone Spoladore) vai descobrir que está grávida de Almeida (Ricardo Pereira). E, em breve, ocorrerá uma passagem de tempo para retratar a Revolução de 1932, momento histórico que vai provocar reviravoltas na vida dos personagens. 

As cenas da guerra, inclusive, já começaram a ser gravadas e se estendem pelas próximas duas semanas. "A novela fica um pouco mais tensa, sem perder a delicadeza e a leveza que são as suas características, mas as emoções ficam mais fortes", diz Araújo. 

O retorno de Shriley será um dos temperos dos próximos capítulos. O diretor afirma que a personagem vai atuar como uma vilã que, por ter a posição legítima de ser mãe de Inês, impedirá o início do romance entre Lola e Afonso. "A Shirley volta com tudo e realmente para infernizar a vida, principalmente, do Afonso. E ela acaba conseguindo também envenenar um pouco a Inês no namoro com o Carlos", diz Carol Macedo.

Para Barbara Reis, Shirley não é má, mas "é inconsequente". Nas redes sociais, ela conta que o público não está muito satisfeito com o retorno da vilã. "As pessoas querem ver ela sofrendo o pão que o diabo amassou. Tem gente dizendo também que a volta dela é desnecessária, que ela vai voltar só para atrapalhar o relacionamento de Lola." 

Para a atriz, essa reação das pessoas é um sinal que a personagem cumpriu o seu objetivo. Até mesmo ela diz torcer para Afonso ficar com a Lola. "Shirley está querendo resgatar uma coisa que não existe com medo de ficar sozinha, com medo de não ter laço com uma família. Ela volta por sobrevivência, e não por amor. Ela volta para se dar bem", diz. 

Com a morte de João Aranha (Caco Ciocler), Shirley retorna dizendo querer criar um vínculo maior com a filha, já que desde criança as duas batiam de frente. Carol Macedo revela que, embora no início seja difícil, elas vão acabar se entendendo e tendo uma relação de cumplicidade.

"No começo vai ser muito difícil para a Inês, mas é o que a Durvalina [Virgínia Rosa] fala: mãe é mãe. Então, a Inês acaba abaixando um pouco a guarda e abre um pouco o coração de filha para a mãe."

Sobre os palpites que Shirley vai dar no namoro de Inês com Carlos, a atriz afirma que a mãe não chega a influenciar o relacionamento. "Tudo que ela fala não é nada além do que a própria Inês pensa, só que ela fala de uma uma forma muito mais bruta."

Carol Macedo também afirma que Inês não vai se envolver no triângulo formado pela mãe, Afonso e Lola, ainda que só a presença de Shriley já provoque incômodo. "Em nenhum momento, ela pede para o pai aceitar a mãe como era antigamente, como era a família, mas sim aceitar a presença dela como mãe da Inês."

CIRCO MAMBEMBE

Como contraponto a toda tensão vivida por Lola e Afonso, o capítulo cem de "Éramos Seis" vai mostrar, de forma lúdica e cheia de encantamento, o circo em Itapetininga.  "A gente fez um circo bastante mambembe, uma pegada bem poética", diz o diretor Carlos Araújo. 

Na história, Zeca, que já não suporta mais ficar desempregado e de se sentir mal por não conseguir atender as necessidades dos filhos, decide aceitar o desafio proposto por Sinval (Gillray Coutinho), o dono do Circo Vintém, que está na cidade: ser o homem-bala.

O problema é que ele não avisa a família. Quando chegam ao circo --com ingressos que conseguiram ajudando a subir a tenda-- Olga (Maria Eduarda de Carvalho), Candoca (Camilla Amado), Dona Maria (Denise Weimberg), Tavinho (André Cidade), Emily (Duda Batista), Emiliana (Marjorie Queiroz); e até mesmo Justina (Julia Stockler) e Adelaide (Joana de Verona) ficam atônitos ao vê-lo já dentro do canhão.

A família implora para ele desistir da loucura, mas já não dá mais tempo.  "Gravamos essa sequência há pouco mais de um mês. Não usei dublê, mas também não fui lançado por um canhão. Houve um salto, houve a queda na rede, tudo. Só não houve o canhão, não teve perigo de vida. Cheguei a me ralar, mas deu tudo certo", diz Eduardo Sterblitch. 

"Foi interessante gravar as cenas do circo, pois meu primeiro contato com a arte foi a vontade de ser palhaço. As primeiras encenações que fiz foram imitando os palhaços que conhecia, que trabalhavam nos eventos que minha mãe fazia para crianças, quando eu mesmo era criança", complementa o ator.