Tony Bennett fez novo álbum com Lady Gaga após diagnóstico de Alzheimer

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Tony Bennett antes de abertura de exibição em Nova York

NOVA YORK (Reuters) - A família do Tony Bennett revelou que o lendário cantor sofre do Mal de Alzheimer, rompendo o silêncio a respeito de seu estado quatro anos depois de ele ser diagnosticado com a doença progressiva que destrói a memória.

Sua esposa, Susan, disse à AARP Magazine em uma entrevista publicada nesta segunda-feira que o artista de 94 anos, cujo primeiro sucesso, "Because of You", foi lançado em 1951, vem perdendo a capacidade de tomar decisões.

Ele vinha tentando ocultar o diagnóstico na tentativa de continuar trabalhando, contou ela.

Apesar do diagnóstico em 2016, Bennett gravou um novo álbum com a cantora Lady Gaga que é esperado para este ano, afirmou a revista e o assessor de Bennett.

O álbum, uma sequência para a colaboração entre os dois artistas de 2014, "Cheek to Cheek", foi gravado entre 2018 e 2020. A AARP Magazine disse que imagens brutas de um documentário mostram Gaga e Bennett, que canta em boa voz, mas às vezes parecendo perdido e perplexo, em uma passagem solo de uma canção romântica.

"Gaga olha adiante, por de trás de seu microfone, seu sorriso começa a estremecer, seus olhos começam a transbordar antes dela colocar as mãos no rosto e chorar", disse a revista.

Bennett continua otimista, mas seu estado está se deteriorando cada vez mais, disse sua esposa.

"Ele me perguntava 'o que é Alzheimer?' Eu explicava, mas ele não entendia", explicou ela à revista.

Gayatri Devi, neurologista do Hospital Lenox Hill de Manhattan e autor de "The Spectrum of Hope", que trata do Alzheimer, diagnosticou Bennett em 2016.

Devi incentivou enfaticamente a família de Bennett a fazer com que ele continue cantando e se apresentando enquanto ele conseguir desfrutar disso.

"Isso o manteve alerta, e também estimulou seu cérebro de uma maneira considerável", disse Devi, segundo citação da AARP Magazine.

A doença torna suas vítimas dependentes de cuidadores, mas até agora Bennett foi poupado da desorientação que às vezes leva pacientes a se afastarem de casa ou sentir terror, fúria ou depressão, disse a AARP Magazine.

Ele pode nunca desenvolver esses sintomas. Mas há poucas dúvidas de que a doença havia avançado, disse a revista.