Canoa havaiana: dupla niteroiense quer recorde de maior remada do país

Giovanni Mourão
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Foto: Divulgação

NITERÓI — Devido à pandemia, o Mundial de Canoa Havaiana 2020 por clubes, que ocorreria no Havaí em agosto, foi cancelado. Um dos polos do esporte no Brasil, Niterói ostenta atletas de destaque que já vinham se preparando para o torneio e precisaram refazer seus planos. A participação que poderia resultar num eventual título internacional foi substituído pelo desafio de se realizar a mais extensa remada de canoa havaiana sem barco de apoio já feita no país. A aventura é projetada por Gabriel Mattos e Rodrigo Fernandez, instrutores do clube Hoa Aloha Hoe Wa’a, em Charitas, que tinham se classificado para o Mundial.

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A dupla, que vai embarcar em Charitas numa canoa OC2, pretende remar pelo sul até Florianópolis, um percurso de mil quilômetros. A previsão é que a viagem se inicie em janeiro e seja concluída em março. Além de navegarem por diferentes rios, contemplarão o mar aberto com praias paradisíacas e alguns pontos turísticos famosos, como Ilha Grande (RJ), Ilha Bela (SP), Ilha do Mel (PR) e Balneário Camboriú (SC).

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Serão cinco horas de remo por dia, desembarcando em 32 praias. Serão 23 noites em pousadas e cinco em campings, além de visitas a 13 clubes de canoa do país. Mattos, que rema há cinco anos e é instrutor há três, conta que ficou surpreso ao receber apoio de diferentes marcas, que ofereceram material e vão acompanhar a aventura.

—Estamos progredindo para, em janeiro, conseguirmos iniciar essa viagem em condições de concluí-la. Prezando sempre a segurança, será uma aventura bem bacana — estima Mattos, de 26 anos.

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Fernandez, de 25 anos, pratica o esporte há quatro anos e é instrutor há três. Apesar da apreensão pelo desafio, diz que a expectativa é a melhor possível, uma vez que a viagem será realizada num período do ano em que a natureza costuma colaborar.

— No início do ano, as ondas são pequenas e os ventos ficam favoráveis. Foi difícil aceitar o baque de que perdemos a chance de ir para o Havaí por causa da pandemia, mas nos reinventamos e criamos um novo sonho, que talvez seja ainda mais desafiador — avalia.