Candidatas a Miss Peru falam números de feminicídios em vez de suas medidas

Reprodução/Instagram @missperuofficial

Em vez de seguirem o clichê de desejar a paz mundial, as candidatas deste ano do Miss Peru resolveram usar o concurso para protestar contra a violência de gênero. As 23 participantes revelaram os números de feminicídios que acontecem no país ao invés de falarem suas medias corporais.

Assim como no Brasil, as mulheres no Peru sofrem diariamente com a violência e abuso e os números mostrados pelas candidatas é prova de que isso merece um basta. Veja algumas estatísticas ditas pelas misses:

– “Meu nome é Camila Canicoba e eu represento Lima. Minhas medidas são: 2.202 casos de feminicídio relatados nos últimos nove anos no meu país”.

– “Meu nome é Juana Acevedo e minhas medidas são: mais de 70% das mulheres em nosso país são vítimas de assédio nas ruas”.

– “Almendra Marroquín aqui. Eu represento Cañete e minhas medidas são: mais de 25% das meninas e adolescentes são abusadas ​​em suas escolas “.

– “Meu nome é Bélgica Guerra e eu represento Chincha. Minhas medidas são: as 65% das mulheres universitárias que são agredidas por seus parceiros “.

Durante o desfile de trajes de banho, os telões atrás das participantes mostravam notícias de jornais sobre assassinatos e assédio contra mulheres. A organizadora Jessica Newton defendeu o desfile de maiô e biquíni contra acusações de objetificação da mulher, dizendo que “as mulheres podem até sair nuas se quiserem”.

Na rodada final, as concorrentes foram questionadas sobre como poderiam ajudar a acabar com o feminicídio e uma das alternativas foi criar um banco de dados com informações dos agressores, sugerida pela vencedora do concurso, Romina Lozano.