6 coisas que você precisa saber sobre câncer de mama

Fazer os exames preventivos é essencial para um diagnóstico preciso. (Foto: Getty Creative)

Sai o setembro amarelo, entra o outubro rosa. Por mais que não se deve jamais deixar de lado os cuidados básicos com a saúde mental ou da mulher, podemos aproveitar esses títulos para trazer mais consciência sobre a importância do cuidado consigo.

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Outubro Rosa marca o mês de conscientização do câncer de mama, um dos mais comuns entre as mulheres no Brasil e no mundo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No último ano, aliás, o órgão estimou o diagnóstico de 59.700 novos casos, um número que não deve assustar, mas ser visto como um sinal de que fazer os exames de rotina é indispensável para um diagnóstico rápido e um tratamento bem-sucedido.

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Por isso, o Yahoo conversou o mastologista Dr. Henrique Pasqualette, do CEPEM, o Centro de Estudos e Pesquisa da Mulher, para entender a necessidade e os principais medos em relação aos exames de detecção.

1.Conhecimento é chave contra o câncer de mama

"Normalmente, as principais dúvidas sobre os exames têm como base o desconhecimento e o receio", explica ele. "Muitas mulheres se questionam: 'Será que vão encontrar algo? Será que dói?'. Somado a isso, a falta de informação sobre a doença e as formas de detecção precoce ainda representam um atraso."

De acordo com o médico, esse tipo de câncer era, antigamente, considerado uma doença muito grave, com baixas chances de sobrevivência. Isso porque não havia métodos de diagnóstico que eram eficientes. Isso mudou, e o cenário hoje é outro. "A ciência já é capaz de acompanhar e estudar a doença desde o diagnóstico até a possibilidade de metástase. Somos capazes de intervir no decorrer da doença e evitar complicações", diz.

2.Autoexame ajuda, mas não é tudo

Esse rastreio vai além do exame clínico e do autoexame. O Dr. Henrique explica que com a ajuda de exames de imagem, como a mamografia, é possível detectar tumores não palpáveis e realizar um acompanhamento médico desde o começo.

Sobre a dor, é importante ter calma: o exame em si não é doloroso, mas pode ser desconfortável. É um desconforto mínimo, porém, comparado com a qualidade de vida que ele oferece, ainda mais se o diagnóstico acontecer bastante cedo no desenvolvimento do câncer.

3.Mamografia é regra a partir dos 40 anos

O Dr. Henrique explica que exames como a mamografia devem entrar na rotina de cuidados da mulher a partir dos 40 anos - o envelhecimento aumenta as chances de aparição da doença, resultado das alterações biológicas que acontecem a partir dessa idade.

"Dessa forma, a partir dos 40, as mulheres devem realizar a mamografia anualmente, podendo continuar até os 75 anos (ou até quando ela tiver condições e/ou possuir uma vida ativa e saudável)", explica. "E essa periodicidade anual é fundamental. Por exemplo, uma mulher que faz o exame hoje e decide esperar cinco anos para fazer novamente vai perder o efeito protetor. Porque o que pode não ser detectado agora, pode ser visto em um ano, um ano e meio".

Uma boa dica é estabelecer um mesmo mês do ano para fazer toda essa bateria de exames. Assim, cria-se uma rotina que facilita o rastreio. Esse é, inclusive, o objetivo do Outubro Rosa: fazer com que todo mês de outubro as mulheres retomem a visita ao médico e façam a examinação adequada.

4.Atenção ao grupo de risco

A regra de fazer exames só a partir dos 40 tem apenas uma exceção: os grupos de risco. Para mulheres com um histórico familiar de câncer de mama (por exemplo, quando a mãe ou avó tiveram a doença), o profissional pode pedir pelo exame independentemente da idade da paciente e com uma frequência maior.

"Nesse caso, a recomendação mais comum é que o exame seja iniciado 10 anos antes do caso mais precoce entre as parentes que tiveram. Por exemplo, se a mãe da paciente teve câncer de mama aos 39, essa mulher deve começar o rastreio aos 29. Para mulheres mais jovens, são indicados exames como tomossíntese mamária e ressonância magnética", explica.

5.Homens também podem ter câncer de mama

Não é comum, mas acontece. O médico diz que já existem inclusive estudos sobre o tema, apesar de a proporção ser um caso de câncer de mama em homens para cada 100 em mulheres. "Por isso, homens com casos de câncer de mama na família (principalmente em parentes de primeiro grau) ou mutações no gene BRCA precisam ter cuidado redobrado. O rastreio desse grupo deve começar por volta dos 40 anos. Os mesmos exames utilizados em mulheres podem ser feitos em homens", recomenda.

6.Nem toda alteração no exame significa câncer

Um receio comum das mulheres é que fazer esse exame implique imediatamente em um diagnóstico de câncer. Mas, calma. Nem toda alteração significa o desenvolvimento da doença. "Para isso que há tanta variedade de exames", diz o Dr. Henrique, "Métodos de imagem têm suas limitações e, por isso, é comum que haja a associação de diferentes exames durante o diagnóstico de possíveis lesões".

E se você precisa de um reforço, saiba: o médico diz que a maioria das lesões identificadas não é de câncer. Para uma comprovação certeira, é feita a biópsia mamária, que recolhe fragmentos da lesão para um estudo aprofundado. E, de cada 100 biópsias, somente 30% estão associadas a câncer. Se detectado em fase inicial, a chance de cura é maior que 90%.