Campanha #VoteLGBT quer aumentar a diversidade na política brasileira; conheça

A demonstrator waves a rainbow banner during an International LGBT + Pride Day, in Rio de Janeiro, Brazil, Tuesday, June 28, 2022, marking the anniversary of the Stonewall uprisings, when patrons of a Greenwich Village gay bar fought back against a police raid and sparked a new era of gay activism. (AP Photo/Silvia Izquierdo)
Campanha #VoteLGBT quer aumentar candidados aliados nas eleições de 2022 (AP Photo/Silvia Izquierdo)

Resumo da Notícia:

  • LGBTs ocupam apenas 0,16% dos cargos eletivos no Brasil

  • Campanha quer aumentar a quantidade de candidatos nas eleições de 2022

  • Movimento pretende pressionar líderes partidários em todo o país

As eleições majoritárias de outubro estão chegando e os movimentos sociais se movimentando para buscar uma maior diversidade entre nas casas legislativas do país. A campanha #VoteLGBT quer pressionar partidos por maior representatividade de candidatos em 2022.

Atualmente ocupando apenas 0,16% dos cargos eletivos políticos de todo o Brasil, a campanha quer que partidos deem mais espaço e suporte para candidates aliades à causa em todo o território nacional através de um abaixo assinado e divulgação de um vídeo com a presença da historiadora e comunicadora Giovanna Heliodoro.

"Nestas eleições corremos um grande risco de ficarmos de fora nas urnas. A reforma eleitoral mais recente reduziu drasticamente a quantidade de vagas nas eleições. Quem vai ficar de fora? Quem decide isso são as lideranças dos partidos e precisamos pressioná-las. O eleitorado já mostrou que quer votar LGBT+. Várias candidaturas LGBT+ foram as mais votadas de suas cidades nas últimas eleições, com destaque para o desempenho de candidaturas de mulheres trans negras. Mas precisamos estar nas urnas para podermos ser eleitos”, explica Evorah Cardoso, integrante da #VoteLGBT.

O movimento quer pressionar os partidos para que, em 15 de agosto, as candidaturas apresentadas à Justiça Eleitoral tenham candidatos LGBT+. “Hoje sabemos da importância da representatividade na política. Não era assim quando o #VoteLGBT surgiu, em 2014. Na Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo de 2017, 58% não achava importante votar em LGBT+. Em 2022, o cenário é outro: 88% preferem votar em candidaturas LGBT+”, completa Cardoso.

O movimento ainda mapeou em todo o Brasil pré-candidaturas LGBT+ em uma plataforma lançada pela organização, que mostra e dá destaque para 210 candidates que se autodeclaram na causa. A iniciativa foi realizada mesmo diante da ausência de dados oficiais gerados pela própria Justiça Eleitoral.

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