"Campanha de vacinação pode ser concluída em um ano", diz Pazuello

Marcelo Freire
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Jair Bolsonaro durante live em 7 de janeiro de 2021 (Reprodução)
Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro durante live em 7 de janeiro de 2021 (Reprodução)

A maior parte da live do presidente Jair Bolsonaro desta quinta-feira (7), que teve a presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi dedicada a questões sobre a vacina contra a Covid-19.

O ministro disse novamente que, na "melhor hipótese", o Plano Nacional de Imunização (PNI) começa em 20 de janeiro. Numa previsão que ele chamou de "média", o período de início se estende até 10 de fevereiro; numa hipótese mais demorada, a campanha começaria em março.

"Não vou colocar um Dia D porque isso seria brincar com a esperança de cada um. Eu preciso ter a vacina registrada pela Anvisa e a fabricação efetiva do quantitativo de doses que permite o início [do PNI]. Tendo isso em mãos, em até cinco dias eu distribuo a estados e municípios", afirmou Pazuello.

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Ele citou as vacinas do Butantan – a CoronaVac – e da Oxford/AstraZeneca como imunizantes que já estão sendo trabalhados para serem usados no PNI, aguardando avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso emergencial ou registro definitivo.

Segundo o ministro, o governo trabalha com a possibilidade de vacinar o que ele chamou de "população-alvo" em 12 meses, com uma margem de quatro meses para "buscar grupos que ainda não foram totalmente vacinados". "O objetivo maior é o controle da pandemia. A taxa de contaminação cai e a vida começa a voltar ao normal", afirmou.

Na live, Pazuello disse que "não há a menor possiblidade de faltar seringas" para a campanha, afirmando que há 60 milhões de seringas disponíveis hoje no país e que outro estoque já foi requisitado.

Tanto Pazuello quanto Bolsonaro negaram que houve demora do governo brasileiro em iniciar o plano de vacinação e afirmaram que, até agora, os países que já começaram suas imunizações ainda têm taxas muito baixas de pessoas vacinadas.

Segundo o presidente, a vacina emergencial é "experimental", diferentemente da "vacina obrigatória, que é um fato consumado, testada e aprovada". "Nossa segurança é a Anvisa. Eu não posso entrar na pilha de alguns achando que tem que correr", disse.

Além de falar sobre o PNI, Bolsonaro fez suas defesas costumeiras sobre o uso de medicamentos como a hidroxicloroquina para "tratamento preventivo" da covid-19, criticou a imprensa e atacou políticos que defendem que a vacina seja obrigatória. "É uma irresponsabilidade qualquer autoridade falar que, se você não tomar a vacina, você vai sofrer sanções", declarou o presidente.