Calotas polares de baía no Canadá desaparecem e confirmam previsão de cientistas

Natalie Rosa
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A previsão de que as calotas polares da St. Patrick Bay, no Canadá, desapareceriam, infelizmente, foi confirmada. Imagens de satélite da NASA mostram que cientistas no National Snow and Ice Data Center (NSIDC), centro norte-americano de apoio à investigação polar, acertaram ao prever, ainda em 2017, que o derretimento aconteceria dentro de cinco anos.

As imagens foram coletadas pelo dispositivo de sensoriamento remoto ASTER (Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer), que está a bordo do satélite Terra, da NASA, desde 1999. Cientistas compararam, em 2017, imagens do ASTER de julho de 2015 com fotos aéreas verticais tiradas em agosto de 1959.

Então, entre os anos de 1959 e 2015, os pesquisadores descobriram que as calotas polares haviam sido reduzidas em somente 5% da área anterior, mas encolhendo visivelmente entre 2014 e 2015, como consequência do verão mais quente que o normal que aconteceu em 2015. Agora, segundo imagens do dia 14 de julho de 2020, as calotas polares não são mais visíveis pelo ASTER.

<em>Calotas polares ainda visíveis à esquerda em 2015 e completamente desaparecidas em 2020 (Fotos: ASTER/NASA)</em>
Calotas polares ainda visíveis à esquerda em 2015 e completamente desaparecidas em 2020 (Fotos: ASTER/NASA)

O diretor do NSIDC, Mark Serreze, principal autor do estudo, pisou pela primeira vez nas calotas polares de St. Patrick Bay ainda em 1982, quando ainda era um estudante de graduação. "Quando eu visitei aquelas calotas polares pela primeira vez, elas pareciam como elementos permanentes da paisagem. Observá-las morrer em menos de 40 anos me choca muito", diz Serreze.

As calotas polares de St. Patrick Bay faziam parte de um grupo do planalto de Hazen, tendo se formado e atingido a sua extensão máxima durante a Pequena Era Glacial, um período de resfriamento que aconteceu na Era Moderna, entre os anos de 1303 e 1860. A segunda metade das calotas polares de Hazen são as de Murray e Simmons, localizadas em uma maior altitude, o que pode as preservar por mais um tempo. No entanto, os cientistas já apostam no seu sumiço, tudo devido ao aquecimento da Terra.

Fonte: Canaltech

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