Buser inicia venda de passagens de ônibus que saem de rodoviárias

GABRIELA BONIN
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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 06.12.2019: Ônibus da plataforma Buser. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapres)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 06.12.2019: Ônibus da plataforma Buser. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapres)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Buser, que vende passagens por aplicativo e utilizava ônibus de fretamento para transporte de passageiros, passou a trabalhar com veículos que partem de rodoviárias. Na cidade de São Paulo, o serviço já é oferecido nos terminais do Tietê (zona norte) e da Barra Funda (zona oeste), segundo a empresa.

São dez rotas em operação nesse novo modelo de vendas. As viagens cobrem 20 cidades em cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal. A meta, segundo a Buser, é ampliar a operação ainda no primeiro trimestre de 2021.

Por enquanto, as rotas que incluem a capital paulista -com viagens de ida e volta- partindo de rodoviárias e com ônibus de linha têm os destinos de Barretos (423 km de SP), Bauru (329 km de SP), Olímpia (438 km de SP), Ribeirão Preto (313 km de SP), São José do Rio Preto (438 km SP), Uberaba (MG) e Uberlândia (MG).

A compra das passagens pode ser realizada no site da empresa ou no aplicativo da Buser. "O preço é entre 20% e 30% mais barato que a mesma passagem em outros canais de vendas", diz o CEO da empresa, Marcelo Abritta.

Uma passagem da Expresso Adamantina saindo de São Paulo neste sábado (16) com destino a Bauru custa R$ 68 no Buser Passagens. No site da viação, a mesma viagem sai por R$ 72,56. A diferença corresponde a uma economia de 6%.

Já uma viagem interestadual, partindo da capital paulista com destino a Uberaba (MG), sai pelo valor de R$ 149 com a Buser. O site da Luxor Turismo, empresa responsável pela viagem, vende a mesma passagem por R$ 159. A diferença também corresponde a 6% do preço original.

Antes do Buser Passagens, a plataforma oferecia viagens de ônibus em parceria com empresas de fretamento, modalidade serviço que continua ativo e que foi alvo de fiscalizações da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).

O aplicativo teve uma decisão favorável no Tribunal de Justiça de São Paulo no ano passado para continuar operando no estado com os ônibus fretados para linhas regulares, após ação movida pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de São Paulo.

Um dos pontos que gera críticas ao serviço é a precariedade dos locais de embarque e desembarque designados. Na zona norte, os ônibus saem de um estacionamento próximo ao próprio terminal rodoviário do Tietê.

Atualmente, a Buser afirma mais de 3 milhões de usuários cadastrados no Brasil. O aplicativo oferece viagens para 170 cidades no país.