Burnout: conheça a síndrome da jornalista Izabella Camargo

A jornalista estava esgotada física e mentalmente (Foto: Reprodução/Instagram/@izabellacamargoreal)

A jornalista Izabella Camargo era responsável por apresentar a previsão do tempo em diferentes jornais da Rede Globo. Durante seis anos ela teve uma rotina extenuante, de horários alternados e excesso de trabalho. Até que um dia, durante um programa ao vivo, ela teve um apagão e simplesmente não conseguia se lembrar o que deveria dizer naquele momento: era um dos sinais da Síndrome do Burnout.

Já conhece o Instagram do Yahoo Vida e Estilo? Siga a gente!

Essa síndrome é reflexo do ápice do estresse, resultado de um total esgotamento físico e mental. A doença está intimamente relacionada à rotina de trabalho estafante e tem como principal causa o acúmulo de tarefas, de funções e situações que levam à exaustão completa.

Burnout é resultante do estresse crônico no trabalho

A questão ficou tão alarmante nos últimos tempos que a OMS (Organização Mundial da Saúde) incluiu a definição de Síndrome de Burnout na 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11), apresentada em maio de 2019 e que deve entrar em vigor em 2022. De acordo com a descrição, Burnout foi classificada como sendo "uma síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso”.

Leia também

Ainda de acordo com a OMS, a síndrome pode ser identificada por "sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia; aumento do distanciamento mental do próprio trabalho, ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho; e redução da eficácia profissional", diz o texto.

A Síndrome de Burnout pode acometer qualquer profissional que atua sob pressão diária, e tem de lidar com grandes cargas de responsabilidade. Diversas profissões estão propensas a desenvolver a síndrome, entre elas médicos, enfermeiros, e outros profissionais da saúde; além de professores, policiais, produtores e jornalistas.

O corpo fala

Burnout é o ápice, mas os sintomas vão se manifestando ao longo do tempo, muito antes de se chegar ao esgotamento total. Alguns sintomas para se ter atenção prévia, são:

  • Cansaço excessivo, físico e mental;

  • Insônia frequente;

  • Alterações de apetite e de humor;

  • Dor muscular, dor de cabeça frequente e constante;

  • Falta de foco e de memória;

  • Sentimentos de fracasso, insegurança e incompetência (como se recebesse uma tarefa desafiadora que você acredita não ser capaz de resolver);

  • Sentimentos negativos constantes e problemas gastrointestinais.

Esses são alguns dos sintomas que, em geral, são ignorados pela maioria das pessoas, porque eles podem acontecer de forma mais leve, apesar de constantes.

O SUS oferece auxílio e medicamente grátis

Apenas um especialista, como um psicólogo ou psiquiatra, pode diagnosticar a síndrome. Por isso é importante buscar ajuda profissional quando identificar os sintomas. O SUS (Sistema Único de Saúde) possui a Rede de Atenção Psicossocial que pode oferecer auxílio de forma integral e gratuita, inclusive o tratamento medicamentoso.

O tratamento é feito com psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos – tudo depende do grau da manifestação e de cada pessoa.