Bruno Gagliasso sofre intolerância religiosa nas redes sociais

O ator saudou Exú e Oxóssi, Orixás do Candomblé, e foi criticado por cristãos

Bruno Gagliasso se declarou candomblecista publicamente (Foto: Manuel Romano/NurPhoto via Getty Images)
Bruno Gagliasso se declarou candomblecista publicamente (Foto: Manuel Romano/NurPhoto via Getty Images)

Resumo da notícia:

  • Bruno Gagliasso saudou Exú e Oxóssi, Orixás do Candomblé

  • O jogador Paulinho, do Atlético Mineiro, comentou a publicação saudando os Orixás

  • Inúmeros comentários preconceituosos surgiram na publicação do ator

Bruno Gagliasso, 40, usou seu Instagram para saudar seus Orixás, Exú e Oxóssi, e recebeu inúmeros comentários de intolerância religiosa, criticando o ator. O caso aconteceu no sábado (07). Bruno já se declarou candomblecista publicamente e não é a primeira vez que o ator faz uma saudação aos Orixás nas redes sociais.

A fotografia é uma imagem de Bruno em preto e branco. Na legenda, o ator escreveu: "Aqui é corpo fechado! #exú #oxóssi Asé #2023". A atriz Fabiula Nascimento apoiou o amigo de profissão nos comentários. "Amo exu", disse. O jogador Paulinho, do Atlético Mineiro, que comemorou um gol das Olimpíadas fazendo o arco e flecha de Oxóssi, também escreveu: "Laroyê! Okê Arô!", saudações dos Orixás citados.

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Os comentários de seguidores, no entanto, foram lamentáveis, mostrando muito preconceito. "Jesus Cristo reina", "Respeito sua religião, mas meu fechamento é Jesus Cristo. Nosso único e suficiente salvador", "Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida", "Corpo fechado com Jesus Cristo".

Esse tipo de ataque às religiões de matriz africana não são incomuns. Em 2015, o ator Henri Castelli publicou uma foto ao lado de uma Mãe de Santo e sua filha Maria Eduarda, que na época tinha 1 ano, vestida de acordo com a religião. A publicação rendeu comentários preconceituosos até mesmo da mãe da criança, que afirmou: "Aqui não entra macumba".

Na Lei

De acordo com o Senado, a intolerância religiosa é crime de ódio e fere a dignidade. O crime em questão é previsto na Lei 9.459. de 1997. A pena é de multa ou um a três anos de prisão.