Bruno Gagliasso critica "desgoverno" de Jair Bolsonaro: "Psicopata no poder"

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O ator Bruno Gagliasso. Foto: reprodução/Instagram/brunogagliasso
O ator Bruno Gagliasso. Foto: reprodução/Instagram/brunogagliasso

Resumo da notícia

  • Bruno Gagliasso criticou governo Bolsonaro e gestão federal sobre a cultura

  • Ator declarou que o presidente é um "psicopata" que precisa deixar o poder

  • Para intérprete, chefe do Executivo cometeu crimes e precisa responder por eles

Prestes a estrear nos cinemas com o filme "Marighella", Bruno Gagliasso falou sobre a situação política do Brasil durante o governo Jair Bolsonaro e admitiu que teme pela produção artística nacional diante dos "ataques" da atual gestão ao setor. Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo no jornal "Folha de S. Paulo", o ator não poupou críticas às autoridades federais.

"Não consigo nem chamar isso de governo. É desgoverno. Sou a favor de qualquer coisa que tire esse psicopata [Bolsonaro] do poder. Ele não tem capacidade para estar onde está, cometeu crimes e deve responder por eles", disse.

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Na visão de Gagliasso, não se trata de dizer que o Brasil ficou mais careta. "Nós temos um bosta de um presidente, mas temos uma Pabllo Vittar. O que é ser careta? É o atual governo? O atual governo é criminoso. Estamos vivendo num momento mais sério e mais profundo do que isso. Estamos vivendo um pré-golpe, não enxerga quem não quer", analisou ele, que também reclamou da atuação de Mario Frias à frente da Secretaria Especial da Cultura.

O ator, que atualmente grava uma série para a Netflix, afirmou que, "se você faz arte e não tem medo do que está acontecendo com esse desgoverno, desculpa, mas você tem que estar em outro lugar". Durante a entrevista, ele citou os empecilhos para o lançamento de "Marighella" provocados pela Ancine (Agência Nacional do Cinema).

"Sabe o que é estrear em Berlim e o filme ser aplaudido por mais de dez minutos, depois em Nova York, em Portugal… E no Brasil nada? É muito frustrante, é triste. É um filme que retrata a realidade brasileira, que fala sobre o país. E não poder falar de Brasil para o Brasil é muito triste", lamentou.

Segundo o intérprete, seu personagem no longa dirigido por Wagner Moura, "é a escória do Brasil". Gagliasso vive o delegado Lúcio, inspirado no delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) Sérgio Fleury. "Ele não é um privilégio da ficção, é uma realidade. Hoje, ele com certeza estaria em Brasília, teria algum cargo importante, poderoso. Principalmente neste governo", afirmou.

Gagliasso, que costuma compartilhar suas impressões sobre política nas redes sociais, declarou ainda que não concorda com colegas de profissão que preferem manter o discurso da "neutralidade". "Não dá pra falar 'Ah, eu não falo sobre política'. Tá louco, cara? Não se posicionar é escolher um lado. E é o lado da omissão", avaliou.

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