Britânico passa por 18 cirurgias para ficar parecido com cantor de K-Pop: "Finalmente sou coreano"

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Antes e depois de Oli London. Foto: Reprodução/Instagram @londonoli
Antes e depois de Oli London. Foto: Reprodução/Instagram @londonoli

Resumo da notícia

  • Um influenciador britânico passou por 18 cirurgias para "virar coreano"

  • Oli London agora se identifica como Jimin e diz ser transracial

  • A atitude foi amplamente comentada e criticada na internet

Um influenciador britânico virou notícia em jornais do mundo todo após passar por uma mudança drástica. Oli London passou por 18 cirurgias plásticas para ficar parecido com o ídolo de K-Pop e membro do BTS, Jamin.

Além de mudar fisicamente, o britânico disse que também se considera coreano e mudou seu nome para Jimin. Para ele, aceitar a nacionalidade foi tão importante quanto se assumir não binário. 

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"Sim, eu me identifico como coreano. Sim, eu sou não binário. Sim, eu me pareço com Jimin. Mas nada disso deveria ser uma razão para me excluir da sociedade, para me desumanizar ou me envergonhar por ser quem eu sou, uma pessoa coreana não-binária", escreveu ele em uma publicação recente em sua conta do Instagram.

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A mudança física é resultado de mais de oito anos de cirurgias plásticas dividias em 18 procedimentos e cerca de R$ 1 milhão. Uma das intervenções mais recentes foi nos olhos e sobrancelhas para simular o fenótipo de pessoas coreanos. 

Em um vídeo no YouTube, o influenciador explica outros procedimentos que fez para realizar o sonho de se "tornar coreano". Na ocasião, ele fez uma raspagem nos ossos do rosto para ficar com uma aparência mais parecida com a de pessoas asiáticas. 

O agora Jimin compartilha em sua conta do Instagram o resultado dos procedimentos e discursa sobre aceitar quem ele realmente é. Nos comentários das publicações, no entanto, a maior parte das interações são críticas à transformação do jovem. Não é incomum que apontem: "Você é branco" ou "Isso é apropriação cultural."

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Entretanto, ele defende que passou por uma "transição racial" e agora pode ser ele mesmo porque "finalmente é coreano", e faz uma comparação: "Ser transexual é o mesmo que ser transracial porque você nasceu no corpo errado".

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Transracialidade

No Brasil, a notícia também repercutiu de forma bem negativa. A usuária @shimabukkake no Twitter pediu aos internautas que não dê engajamento ao britânico para não incentivar atitudes como a dele, e explicou: "Transracialidade não existe porque raça e etnia são categorias que criam cultura em volta de si, enquanto gênero não. Raça/etnia criam grupos étnicos relativamente coesos, gênero não, por isso transgeneridade pode existir e transracialidade não (pelo menos fora do contexto de adoção)."

A internauta continuou dizendo que Oli "não é e não pode se tornar coreano porque 'ser coreano' implica em reconhecimento, fenótipo (até um certo ponto), ancestralidade, herança; uma equação multifatorial e complicada, com nuances, e que não pode ser adquirida por patrocínio de empresa de cirurgia plástica."

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