Brilho e extravagância na final do Eurovisão contra o pessimismo da pandemia

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O grupo Go_ A, da Ucrânia, canta "Shum" durante um ensaio para a final do Eurovisão em Rotterdam, Holanda

Depois de um ano de pausa pela pandemia, a final do Festival Eurovisão da Canção retorna neste sábado (22) a Rotterdam, na Holanda, com lantejoula, trajes extravagantes e uma mensagem de esperança.

Itália e França, que não ganha desde 1977, são as duas grandes favoritas das apostas, seguidas por Malta.

Milhares de fãs deste concurso colorido que costumam balançar as bandeiras de seus países em frente às câmeras de televisão deixaram de ir à cidade holandesa devido às restrições de viagem impostas para combater a pandemia.

Milhões de telespectadores acompanham o festival todo ano, que desta vez teve que se reinventar devido às condições sanitárias. Em 2020 foi cancelado pela primeira vez em sua história.

Apenas 3.500 espectadores, que foram submetidos a um teste contra a covid-19, foram autorizados a assistir a semifinal, a final e os seis ensaios gerais, o que representa só 20% da capacidade da sala de espetáculos.

Desde o começo do concurso, os candidatos permanecem confinados em uma "bolha especial" e todos os dias fqazem o teste de covid-19.

Ainda assim, foram detectados casos de coronavírus entre várias delegações, como a da Islândia, que foi obrigada a voltar ao seu país e participa com vídeos gravados.

O espetáculo também não contará com a presença do vencedor da última edição, o holandês Duncan Laurence, que, conforme manda a tradição, deveria cantar sua música "Arcade" na final. Ele deu positivo para a covid-19 e está "muito decepcionado", mas participará por vídeo.

O grupo de rock italiano Måneskin, formado por uma mulher e três rapazes, é o grande favorito, seguido pela representante francesa.

Comparada com frequência com Edith Piaf, Barbara Pravi, de 28 anos, poderia levar para a França sua primeira vitória em 44 años com sua canção "Voilà", que fala da autoafirmação, um assunto íntimo que espera que lhe sirva como um cartão de visita para conquistar uma audiência.

Mas Malta poderia lhe tirar a possível vitória. Destiny Chukunyere, de apenas 18 anos, e sua canção "Je me cassse", chamou a atenção entre outros da Sony Music, com a qual assinou um contrato em abril.

Fiel à tradição, a edição 2021 também traz seu lote de canções explosivas interpretadas por personagens extravagantes, artistas que representam uma minoria ou que querem transmitir uma mensagem ao público.

Sob o slogan "Abramos!", a edição de 2021 do Eurovisão é como um sopro de ar fresco para os habitantes de Rotterdam, apesar da grande sombra da pandemia.

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