'Brigo e, se possível, dou até porrada', diz vocalista do Psirico sobre racismo

***ARQUIVO*** SALVADOR, BA, 22.07.2014: Retrato do percussionista baiano Márcio Victor, líder e cantor da banda Psirico, no estúdio Bira Tiara; o músico é uma das atrações do festival PercPan, que acontecerá entre os 27 e 29 de julho, em Salvador. (Foto: Fernando Vivas/Folhapress,)
***ARQUIVO*** SALVADOR, BA, 22.07.2014: Retrato do percussionista baiano Márcio Victor, líder e cantor da banda Psirico, no estúdio Bira Tiara; o músico é uma das atrações do festival PercPan, que acontecerá entre os 27 e 29 de julho, em Salvador. (Foto: Fernando Vivas/Folhapress,)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Vocalista da banda Psirico, Márcio Victor já perdeu a conta de quantas vezes foi vítima de racismo. Convidado do programa "Encontro" desta quarta-feira (7), ele contou para Patrícia Poeta algumas situações constrangedoras que passou ao longo de sua vida. O cantor até assumiu quem não tem muito jogo de cintura. "Na verdade, eu sou um pouco agressivo. Eu parto pra cima mesmo. Brigo e, se possível, eu dou até porrada. Eu já não aguento mais conversar e pedir que parem com o preconceito", dispara Márcio Victor.

O assunto veio à tona depois que o ex-BBB Paulo André fez um desabafo nas redes sociais sobre os últimos ataques raciais e o assunto foi debatido na atração da Globo. "A gente precisa parar com isso.Já está todo mundo cansado com essa coisa de achar normal esses tipos de comentários, que nunca será normal. Dói na minha alma ver pessoas da minha cor e do meu país adotando esse tipo de atitude", diz o cantor para Patrícia.

"Quando estou em viagem e sento na primeira classe, por exemplo, as pessoas duvidam e ainda chegam a me perguntar se eu realmente estou sentado ali", comenta Márcio. "Eles não aceitam a ascensão do nosso povo", observa ainda ele que ficou revoltado ao ver alguns dos posts publicados por Paulo André. "Uma pessoa dessa não é feliz. Precisa se tratar de forma urgente e precisa também ter punições severas para esse tipo de atitude nas ruas ou na internet com a gente, que é trabalhador, e não aguenta mais isso".