Brexit reforçará apoio europeu por devolução de Mármores do Partenon, diz ministra grega

ATENAS (Reuters) - A Grécia intensificará sua campanha pela devolução dos Mármores do Partenon pelo Reino Unido e espera obter mais apoio de outros países europeus, uma vez que, com o Brexit, a influência britânica diminuirá, disse a ministra da Cultura grega.

Desde a independência em 1832, a Grécia tem pedido repetidamente o retorno das esculturas de 2.500 anos que o diplomata britânico Lord Elgin removeu do templo Partenon em Atenas no início do século 19, quando a Grécia estava sob o domínio turco otomano.

O Museu Britânico em Londres se recusou a devolver as esculturas --cerca de metade de um friso de 160 metros que adornava o monumento do século 5 aC-- dizendo que elas foram adquiridas por Elgin sob um contrato jurídico com o império otomano. A Grécia diz que elas foram roubadas.

A ministra da Cultura grega, Lina Mendoni, disse à Reuters que acredita que as circunstâncias são propícias atualmente para o retorno dos mármores.

"É a mentalidade que mudou, o fato de o Reino Unido se distanciar da família europeia. Faz 200 anos desde a revolução grega. Acredito que foram criadas as condições certas para seu retorno permanente", afirmou.

A Grécia planeja grandes eventos culturais ao longo de 2021 para marcar 200 anos desde o início de sua revolta contra o domínio otomano.

O Reino Unido deixará a União Europeia em 31 de janeiro.

A ministra disse em uma conferência em Atenas: "Enquanto o Reino Unido se distancia da Europa, a Grécia, se recuperando de recente crise, terá nos próximos anos a oportunidade de atrair atenção e interesse de uma audiência internacional".

O Museu Britânico informou que "as esculturas fazem parte do patrimônio comum e transcendem as fronteiras culturais".