Quem são as brasileiras que sequenciaram o coronavírus em tempo recorde?

Cientistas realizaram trabalho em 48 horas. Foto: Pixabay

Em apenas 48 horas, a ciência brasileira conseguiu sequenciar o coronavírus. A notícia já seria motivo de orgulho apenas pelo tempo recorde em que cientistas locais conseguiram realizar o feito, visto que outros países levaram cerca de duas semanas para realizar o mesmo trabalho.

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Porém, os brasileiros têm mais um motivo de orgulho: o estudo foi possível graças à liderança de duas mulheres. As cientistas Ester Cerdeira Sabino e Jaqueline Goes de Jesus conduziram a pesquisa ao lado de outros estudiosos do Instituto Adolfo Lutz, da Universidade de Oxford e do IMT (Instituto de Medicina Tropical) da USP (Universidade de São Paulo).

A pesquisa coordenada pelas brasileiras determinou a sequência completa do genoma que chegou ao Brasil. Com a ajuda do estudo, especialistas em saúde pública vão conseguir desenvolver vacinas e testes para proteger a população do vírus que está assustando todo o mundo.

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Ester Cerdeira Sabino é diretora do IMT (Instituto de Medicina Tropical) e também coordena o CADDE (Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus), que reúne cientistas para fazer estudos em tempo real de epidemias.

Ester Cerdeira Sabino é diretora do IMT. Foto: Reprodução

O centro é apoiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e pelos britânicos Medical Research Council e Fundo Newton. Ester é bolsista do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e é livre-docente pela USP (Universidade de São Paulo).

Ester tem algumas linhas de pesquisa. Epidemiologia molecular do HIV, agentes transmissíveis pelo sangue, hepatites virais, segurança transfusional, doença de chagas, microbioma, HIV, anemia falciforme e diversidade genética do HIV são algumas delas.

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Além disso, ela também foi professora associada do departamento de Moléstias Infecciosas da Faculdade de Medicina da USP e diretora do Instituto de Medicina Tropical da USP de 2015 a 2019.

Jaqueline Goes de Jesus é graduada em biomedicina pela Escola Baiana de Biomedicina e Saúde Pública, mestre em biotecnologia e medicina investigativa pelo Instituto de Pesquisas Gonçalo Moniz - Fundação Oswaldo Cruz e doutora em patologia humana e experimental pela Universidade Federal da Bahia.

Jaqueline é pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP. Foto: Reprodução

Jaqueline já desenvolveu atividades de pesquisa no laboratório de biologia molecular na FUNDHERP (Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto) e no Laboratório de Biologia Molecular do Câncer da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.

Além disso, ela é pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP e bolsista da Fapesp. Ela tem pesquisas na área de arboviroses emergentes e faz parte do ZiBRA Project - Zika in Brazil Real Time Analysis. O projeto tem o objetivo de fazer o mapeamento genômico do vírus zika no Brasil.