Brasil tem maior média móvel de casos de Covid-19 desde 16 de setembro

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Foto: FABIANO ROCHA / Agência O Globo

RIO — O Brasil registrou 45.449 novos casos e 620 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas. Desde o princípio da pandemia, foram confirmados 6.166.898 casos e 170.799 vidas perdidas, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

Já a média móvel de mortes, também verificada pelo boletim, foi de 472. É um crescimento de 29% em relação a 14 dias atrás. A média móvel de casos ficou em 31.356, 30% acima do que há 14 dias e a maior desde 16 de setembro, que foi de 31.765.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

O boletim do Ministério da Saúde desta quarta-feira informou 654 novas mortes causadas por Covid-19 nas últimas 24h, totalizando 170.769 óbitos. Foram notificados 47.898 novos casos de coronavírus, elevando para 6.166.606 o número de infectados no país.

Um possível novo desabastecimento de reagentes para fazer os testes da Covid-19 acendeu o alerta de gestores da Saúde. Se, por um lado, o governo federal tenta evitar a inutilização de quase 7 milhões de exames do tipo PCR que vencem nos próximos dois meses, de outro não tem estoque robusto de um insumo necessário para processar as amostras: os chamados extratores de RNA.

O estoque do Ministério da Saúde é de 600 mil reações para extração de RNA, que possibilitam a identificação do vírus na secreção do paciente infectado. Uma aquisição de 10 milhões de insumos foi cancelada porque o contrato assinado pelo ministério está sob suspeita.

A estimativa agora é que em 10 dias seja publicado um novo pregão para comprar cerca de 8 milhões de extrações. Do contrato antigo, a pasta recebeu 3 milhões de itens, antes do cancelamento da aquisição, que já foram, em sua maioria, distribuídos, restando os 600 mil em estoque.

Enquanto isso, em meio ao temor de uma segunda onda da Covid-19 nas principais cidades do país, laboratórios privados no Rio e em São Paulo têm registrado um aumento expressivo na demanda por exames de diagnóstico do novo coronavírus. Representantes da rede nas duas capitais avaliam que o quadro indica uma fase de expansão da doença no país e descartam hipótese de um comportamento preventivo por parte dos pacientes.