Coronavírus: Brasil restringe exportações e facilta compra de remédios sem eficácia comprovada

O país não está exportando materiais necessários para o combate do covid-19 (Foto: Getty Images)

Em "guerra mundial" por insumos no combate à pandemia do novo coronavírus, o Brasil adotou uma estratégia protecionista para segurar equipamentos indispensáveis no combate à doença após perder importações para os Estados Unidos e outros países.

O governo federal e os estados, além da Justiça e do Congresso, recorrem à proibição de exportação de dezenas de itens produzidos no país, malabarismos logísticos para trazer o que foi comprado no exterior, facilitar importações e isentar de impostos mais de 300 itens até setembro.

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Nesta semana, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) simplificou o registro e a autorização de uso de novos equipamentos de saúde prioritários no combate à covid-19.

Entre as substâncias com importação facilitada, estão a cloroquina e a hidroxicloroquina, ainda sem eficácia comprovada contra o coronavírus, mas divulgado frequentemente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como possível cura para a doença.

A nitazoxanida, nome do remédio vendido com nome comercial de "Annita", também está na lista. O medicamento foi anunciado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, para tratar a covid-19.