Brasil registra 52 mil novos casos de Covid-19, aponta consórcio de veículos de imprensa no boletim das 20h

Evelin Azevedo
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Foto: Pedro Teixeira

O Brasil registrou nesta terça-feira 52.248 novos casos de Covid-19 de acordo com o boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa. No total, o país já contabiliza 6.388.526 de infectados pelo novo coronavírus.

Mais cedo, um levantamento do Imperial College de Londres apontou que a taxa de transmissão (Rt) da Covid-19 no Brasil é de 1,02. O índice representa uma queda em relação à semana passada, quando o Rt registrado foi de 1,30 — o maior desde maio — mas ainda é considerado alto. A taxa de transmissão é uma das principais referências para acompanhar a evolução epidêmica do Sars-CoV-2 no Brasil. Quando está abaixo de um, indica tendência de estabilização.

O país contabilizou também 697 mortes causadas pela Covid-19, elevando para 173.862 o número de vidas perdidas no Brasil para a doença. A média móvel de óbitos registrada nesta terça-feira foi de 526.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Os casos de Covid-19 aumentam 11% em novembro quando comparados aos de outubro. Foram 801.547 diagnósticos positivos no mês passado contra 721.145 do anterior.

Já as mortes reduziram no período. Em novembro foram registrados 13.263 óbitos, enquanto que em outubro foram 16.016, uma queda de 17%.

O plano preliminar de imunização do Ministério da Saúde prevê a aplicação da vacina em quatro fases e um contingente de 109,5 milhões de brasileiros imunizados em duas doses. A imunização de grupos prioritários será feita de acordo com a disponibilidade de doses. A expectativa da pasta é começar a imunização em março, isso dependerá, no entanto, da aprovação de alguma vacina pela Anvisa.

Os grupos prioritários de vacinação irão variar de acordo com a disponibilidade de doses. Na primeira fase serão pessoas com mais de 75 anos, profissionais de saúde, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou nesta terça-feira que a pasta deseja uma vacina "preferencialmente" armazenável em temperaturas de 2 a 8°C. A vacina da Pfizer, desenvolvida em parceria com a BioNTech, não se enquadra nesse perfil, já que tem de ser guardada a -70°C.

A declaração de Medeiros, que não citou qualquer farmacêutica, pode ser um indicativo de que a vacina da Pfizer está fora dos planos do governo. O Ministério da Saúde, no entanto, vem afirmando que acompanha os ensaios clínicos e priorizará o imunizante que receber o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avalia a segurança e eficácia dos produtos.