Brasil paga pela vacina da Índia duas vezes mais que países europeus

Redação Notícias
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BOURNEMOUTH, ENGLAND - JANUARY 19: In this photo illustration AstraZeneca vaccination doses are seen prior to being given to patients at a Covid-19 vaccination centre set up inside the Bournemouth International Centre on January 19, 2021 in Various Cities, United Kingdom. Ten new mass vaccination centres will start administering covid-19 vaccines in England this week, joining seven existing "hubs," as well as the hospitals and GP practices enlisted in the nationwide effort to give 15 million people a first dose by February 15. (Photo by Finnbarr Webster/Getty Images)
BOURNEMOUTH, ENGLAND - JANUARY 19: In this photo illustration AstraZeneca vaccination doses are seen prior to being given to patients at a Covid-19 vaccination centre set up inside the Bournemouth International Centre on January 19, 2021 in Various Cities, United Kingdom. Ten new mass vaccination centres will start administering covid-19 vaccines in England this week, joining seven existing "hubs," as well as the hospitals and GP practices enlisted in the nationwide effort to give 15 million people a first dose by February 15. (Photo by Finnbarr Webster/Getty Images)

O governo brasileiro irá pagar ao Instituto Serum, da Índia, uma valor mais de duas vezes superior ao que os países ricos da União Europeia destinaram para garantir as vacinas da Oxford/AstraZeneca, de acordo com o jornalista Jamil Chade, do UOL.

O governo da Índia autorizou as exportações comerciais das vacinas de Oxford produzidas no Instituto Serum, e o Brasil deve receber 2 milhões de doses na tarde desta sexta-feira (22).

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Segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o instituto oferecerá as vacinas prontas ao mercado pelo valor de US$ 5,25 cada. No acordo direto entre a Fiocruz e a AstraZeneca, o custo negociado foi de US$ 3,16 por dose.

Nas últimas semanas, um ministro belga revelou que a União Europeia negociou a um preço de US$ 2,16 por dose da vacina da AstraZeneca.

Questionado, o Instituto Serum se recusou a comentar.

O jornal The Guardian afirmou, nesta sexta-feira, que a África do Sul também terá de pagar duas vezes mais que os europeus pela vacina, pelo valor de US$ 5,25 cada.

O governo sul-africano disse que o argumento que lhes foi passado era de que não tinham participado do processo de desenvolvimento da vacina. "A explicação que nos foi dada para que outros países de alta renda tenham um preço mais baixo é que eles investiram na pesquisa e desenvolvimento, daí o desconto no preço", disse Anban Pillay, representante da secretaria de Saúde do país.

Mesmo assim, a vacina da AstraZeneca continua sendo a mais barata hoje disponível no mercado e capaz de ser distribuída de forma mais simples.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) e a OMC (Organização Mundial do Comércio) têm debatido sobre os preços de vacinas.