Brasil abre 277.018 vagas formais de trabalho em maio, mostra Caged

Vagas de trabalho cresceram se compararmos com maio do ano passado
Vagas de trabalho cresceram se compararmos com maio do ano passado
  • Mercado de trabalho se mostra mais aquecido que o esperado por especialistas

  • Caged, porém, faz um levantamento apenas das vagas formais

  • Mais de 11 milhões de pessoas seguem desempregadas

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil abriu 277.018 vagas formais de trabalho em maio, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

O resultado veio acima da criação líquida de 192.750 postos projetada por analistas em pesquisa da Reuters.

Segundo dados oficiais, houve uma pequena melhora em relação ao verificado no mesmo mês do ano passado, quando foram abertos 266,5 mil empregos.

Em maio de 2020, no início dos efeitos da pandemia da Covid-19, foram fechadas 398,5 mil vagas com carteira assinada.

Mais de 1 milhão de vagas criadas

Ainda de acordo com o Ministério do Trabalho, no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, foram criadas 1,05 milhão de vagas formais.

O número é menor que o registrado entre janeiro e maio de 2021, quando o saldo foi de 1,16 milhão de empregos.

Ao final de maio de 2022, o Brasil tinha saldo de 41,7 milhões de empregos com carteira assinada.

Serviços foi o setor que mais fez contratações formais em maio, 120 mil, seguido por indústria, 47 mil, e construção, 47,5 mil.

A região Sudeste foi a que mais criou empregos formais em maio. com 147,8 mil, seguido por Nordeste, 48,8 mil e Centro-Oeste, 34 mil.

O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.898,02 em maio deste ano. Na comparação com maio do ano passado o valor recuou, pois estava em R$ 2.010,68.

Diferenças de metodologias

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram trabalhadores com carteira assinada, isto é, não inclui os informais, que constituem quase perto de 40% da massa empregada no Brasil.

Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo IBGE, coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua.

Os números do Caged são coletados das empresas e englobam o setor privado com carteira assinada. Já a Pnad também inclui o setor informal da economia.

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 10,5% no trimestre encerrado em abril, - o menor nível desde 2016 - mas 11,3 milhões de brasileiros ainda seguem sem uma ocupação.

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