BR-20 está engrenando! Ou estou me enganando?

Mauro Beting
·3 minuto de leitura

Apesar de palmeirense e jornalista esportivo - necessariamente nessa ordem -, costumo ser “otimista”. Mas não sou nefelibata. Tenho os pés no chão. Não douro pílulas, e nem passo pano (além do usual...).

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Esportes no Google News

Mas estou me animando mais com o BR-20. Ou me desanimando menos. Havia meio que largado a toalha, as chuteiras, e o laptop no gramado, sem muitas esperanças de bons jogos além do Flamengo - ainda que longe do esperado.

Leia também:

Mas as duas últimas rodadas, e não só em partidas rubro-negras, têm me dado mais esperanças. Inclusive com um novo candidato ao título que, confesso, só realmente fui dar mais bola depois da grande partida desse domingo no Maracanã.

Quando goleou o campeão brasileiro e da Libertadores com autoridade. Mesmo saindo atrás com mais um belo gol desse grande Pedro que chapou de fora da área no Beira-Rio e fez um belíssimo gol em Lomba, no domingo passado; Pedro chapou - de canhota! - de fora da área e tirou do Volpi que defendeu até pênalti de Bruno Henrique no ótimo primeiro tempo no Maracanã, mas não conseguiu evitar o placar aberto pelo dono da casa e favorito ao título. Como o absurdo Hugo Souza o "Pedro da meta rubro-negra" (que tudo faz muito bem e muito "fácil), não conseguiu evitar o belo gol de empate de Tchê Tchê (que tem mesmo de ser o lateral-direito de Diniz), e menos ainda o belo gol da virada do encantado Brenner (em outra infelicidade de Gustavo Henrique), no final da primeira etapa alucinante.

O São Paulo mereceu a vantagem que foi buscar no Rio pela maneira como marcou de modo organizado como não estava. Bruno Alves voltou bem ao lado de Diego Costa, com a guarida de Luan. Gabriel Sara mais à frente deu mais ritmo e consistência ao ataque que vive da ótima dinâmica e entendimento entre Luciano e Brenner.

O Flamengo sofreu mais do que se esperava com os desfalques. Talvez o desgaste tenha comprometido a atuação. Algumas teimas de Dome no posicionamento. Mas teve muito mais mérito tricolor para terminar a primeira etapa na frente. Como destacou Roger Flores na Globo, faltou o Flamengo morder como o São Paulo no primeiro tempo.

Em 10 minutos depois do intervalo, se o time de Diniz (sim, de Diniz) voltasse goleando, não seria um absurdo. Desnorteado e desorganizado, o Flamengo deu a bola e espaço ao São Paulo que ganhou um pênalti em outra infelicidade de Gustavo Henrique. Reinaldo fez 3 a 1 aos 13, coroando até então a melhor exibição do São Paulo em 2020 - para não dizer desde que Diniz estreou no ano passado, também no Maracanã, segurando a máquina de JJ no empate sem gols. Para não dizer a melhor são-paulina desde... Desde quando?

Aos 16, Daniel Alves atropelou afoitamentre Gérson (em grande lance) e cometeu o terceiro pênalti da tarde. Pedro, o irrepreensível, não bateu bem. E Volpi fez a sua segunda defesa de pênalti. E, no rebote, ainda fez outra defesaça.

A moeda pareceu voltar a cair em pé, como muito bem sabem os são-paulinos desde 1943.

Tanto que quanto mais pressionava o Flamengo, ainda que desorganizadamente e sem grandes ideias, não é que um goleiro de Fernando Diniz lançou (não deu chutão!) lá pra Luciano fazer 4 a 1?!

Não é crime espetar a bola. Não será crime lesa-bola imaginar um Brasileirão mais aberto do que o esperado. E sem ser esperneado apenas com jogos ruins como muitos times.

Não sei mais o que dizer deste Brasileirão aberto mais do que eu imaginava. E com mais um time para dizer que é possível.