Botox e preenchimento: quais são os riscos dos procedimentos estéticos preventivos?

Colaboradores Yahoo Vida e Estilo
·3 minuto de leitura
A beautiful young woman look in the mirror and touch lips
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Por Natália Eiras (naeiras)

Há dez anos, os consultórios de cirurgiões plásticos e dermatologistas não tinham tantos procedimentos estéticos sofisticados para lançar mão. Hoje em dia, não faltam técnicas e ativos que podem ajudar na produção de colágeno facial, evitar a perda de gordura da face e outros sinais do envelhecimento. Porém, com a popularização deles, esquecemos que, apesar de muito seguros, esses procedimentos, caso sejam malfeitos, oferecem riscos que vão desde cegueira até necrose de partes do rosto.

De acordo com a cirurgiã plástica Renata Vidal, há diversos procedimentos que podem fazer um gerenciamento do envelhecimento. A toxina botulínica [o botox], antes usada para paralisar a face, consegue modular os músculos faciais. Os bioestimuladores de colágeno, como o ultrassom microfocado e a radiofrequência, conseguem suprir o elemento que começa a ser muito consumido a partir dos 30, 35 anos. Já os preenchedores de ácido hialurônico, se usados de uma forma sofisticada, fazem a estruturação da face. “Uma vez que, durante o envelhecimento, vamos perdendo também massa óssea das faces”, fala a médica.

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No entanto, estes procedimentos, de acordo com Alan Landecker, são mais indicados para pessoas com sinais iniciais de envelhecimento, abaixo dos 40 ou 45 anos. “Eles conseguem postergar uma cirurgia em dois a cinco anos”, diz o especialista. E devem ser usados com parcimônia e com muito conhecimento.

Porém, com a popularização dessas intervenções nas redes sociais, com nomes como “harmonização facial”, pacientes e profissionais têm feito um uso exagerado delas. “Aí as pessoas ficam com as feições infladas e, inclusive, ganham uma aparência envelhecida por conta da quantidade de procedimentos que fizeram”, fala Renata Vidal. “Por isso, o cliente precisa procurar um profissional que seja muito honesto e preciso”, complementa Landecker.

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Preciso na hora de dizer se há a necessidade de usar ou não um preenchedor e também na técnica usada para fazer o procedimento. “É necessário um conhecimento profundo da anatomia facial. Não se pode fazer várias intervenções semelhantes, como se todos tivéssemos a mesma musculatura da face sendo que ela muda inclusive de um lado do rosto para o outro”, afirma Vidal.

Caso o profissional não tenha esse conhecimento, uma aplicação errônea de botox pode oferecer o risco de pitose (caimento da pálpebra), assimetria facial e dificuldade para engolir. “Mas são efeitos reversíveis”, fala Landecker. Isto porque a toxina botulínica age temporariamente e é absorvida pelo corpo em até seis meses.

Os preenchedores, por sua vez, podem ser mais complicados caso sejam mal aplicados. “A face é muito nobre, riquíssima em vascularização, então se há uma injeção intravascular e esse ativo para na corrente sanguínea, ele pode acabar em partes como o interior da cabeça e causar um AVC”, diz Renata Vidal.

A injeção intravascular de preenchedores podem causar, ainda, necrose dos lábios e do nariz. “Por isso é preciso procurar o melhor profissional do mundo. Alguém que não tenha tanto conhecimento não consegue diagnosticar nem tratar caso aconteça a aplicação intravascular”, fala a cirurgiã plástica. Isso sem falar em alergias desconhecidas aos princípios ativos usados nas intervenções. “São riscos raros, mas eles. No entanto, o acesso a esses procedimentos está tão banal que causa a falsa impressão de que é algo simples”.