'Boni Bonita': coprodução com Argenina traz a vida como grande acontecimento

Emily Santos
·3 minuto de leitura
'Boni Bonita' estreia na quinta-feira (26). Foto: Divulgação
'Boni Bonita' estreia na quinta-feira (26). Foto: Divulgação

Chega a algumas salas de cinema nesta quinta-feira (26) o longa nacional com coprodução argentina ‘Boni Bonita’, dirigido por Daniel Barosa e estrelado por Caco Ciocler. O filme conta a história do relacionamento do músico Rogério com a adolescente argentina Beatriz momentos diferentes de suas vidas. Mas este está longe de ser um filme de romance. Ou aventura, ou drama. “É um filme sobre o tempo”, opina Caco em entrevista ao Yahoo!.

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Para o ator, o maior mérito do longa, primeiro da carreira de Barosa, é saber equilibrar os temas pesados da trama com as sutilezas das características e fragilidades dos personagens principais. Tudo isso sem deixar que suas ações definam quem eles são.

Automutilição, abandono paterno, abuso do cigarro, entre outras coisas, são apresentados com força e sutileza que ajuda a construir uma narrativa tão orgânica quanto um filme roteirizado possa ter. “Os atores que trouxeram isso”, garante Daniel Barosa. Caco acredita que o resultado é fruto do talento do diretor de 35 anos.

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“A escolha da direção foi muito madura, e é uma maturidade que não combina com a idade do Daniel”, diz o ator, que elogia a abordagem de um assunto tão “contemporâneo” como a automutilação.

Já o produtor Nikolas Maciel opina que foi a junção do roteiro, inspirado em vivências dele próprio e de Barosa, com o talento de Caco e Ailín Salas, que interpreta Beatriz, que garantiu o resultado certeiro.

“Tudo veio e foi construído de uma forma natural no roteiro e no desenvolvimento do filme”, diz Nikolas. E garante que todo o cuidado foi tomado para não banalizar as dores e traumas apresentados na história.

A entrega dos atores

O filme apresenta encontros de Beatriz e Rogério em momentos diferentes de suas vidas, e a direção optou por fazer pausas entre as captações dessas cenas para acompanhar a mudança dos atores na vida real e na história.

“Nós íamos lá e vivíamos. Esse é um filme sobre estar e nós estávamos ali”, explica Caco, que ficou meses sem ver Ailín durante os intervalos de gravação.

E a jovem atriz argentina é uma grande surpresa positiva no filme, que se entrega inteiramente à personagem. “Ela não sabia nadar e disse que afundava como uma pedra. Mas fez aulas de natação na Argentina, tomou gosto pela coisa e agora nada sempre”, conta o diretor.

Para Caco Ciocler, que tem mais de duas décadas de experiência com atuação, trabalhar com Ailín foi uma nova inspiração.

“A Ailín é uma grande atriz! Os argentinos parecem que nasceram sabendo. Eles fazem tudo no silêncio, falam com o olhar, são muito econômicos [nas palavras], então eu tentei fazer um filme argentino”.

Mas ele também deu tudo de si para Rogério. “Tudo que está ali é meu, sou eu entendendo este personagem a partir do meu repertório. É impossível fazer um personagem sem investigá-lo dentro de você”, diz.

O longa foi gravado todo em película, técnica antiga e pouco usada atualmente. E apesar de que será lançado no cinema, chegará às plataformas digitais no dia 10 de dezembro, facilidade para aqueles que estão se resguardando contra a Covid-19 e prefira assistir da segurança de casa.

E para todos que vão ver ‘Boni Bonita’ no cinema ou em casa, Caco tem um recado. “Não é um filme de acontecimentos, mas um filme muito maduro, com coprodução Brasil/Argentina, e mais do que assistir um filme, as pessoas vão passar por uma experiência, e que bom que seja assim!”, finaliza o ator.

Confira abaixo o trailer do longa.

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