Em live interrompida por problemas técnicos, Bolsonaro volta a defender "volta ao trabalho" e parabeniza STF

Jair Bolsonaro durante live nas redes sociais (Reprodução)
  • Presidente agradece a Luiz Fux por decisão favorável ao governo federal em ação que trata sobre terras indígenas

  • Bolsonaro diz que grupo de empresários relatou, em reunião no Palácio do Planalto, que estão "na UTI"

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teve interrompida sua live semanal nesta quinta-feira (7) por problemas técnicos. Acompanhado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, no Palácio do Planalto, Bolsonaro tentou iniciar a transmissão duas vezes antes de desistir. Um terceiro vídeo foi transmitido para que ele pudesse finalizar o pronunciamento, totalizando pouco mais de 12 minutos.

Bolsonaro e Guimarães falaram sobre as questões envolvendo o auxílio de R$ 600 para os trabalhadores autônomos durante a crise do coronavírus, informando que entre 6 e 8 milhões de pessoas receberão a primeira parcela na semana que vem.

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Na transmissão, Bolsonaro também parabenizou o Supremo Tribunal Federal e o ministro Luiz Fux por não acolher um pedido da Rede Sustentabilidade que questionava as novas regras da Funai (Fundação Nacional do Índio) referentes a limites de terras indígenas e propriedades rurais.

"Essa decisão aumenta a segurança jurídica do Brasil, em especial no Mato Grosso do Sul. Parabéns, STF, ministro Fux, que não aceitou essa ingerência do partido Rede Sustentabilidade sobre ações do poder Executivo", disse o presidente.

O aceno do presidente ao STF acontece dias depois de Bolsonaro participar de uma manifestação de apoiadores que pediam intervenção militar e criticavam o Congresso Nacional e o Supremo. Na semana passada, o ministro do STF Alexandre de Moraes havia barrado a nomeação do delegado Alexandre Ramagem para a diretoria geral da Polícia Federal, decisão que gerou fortes críticas do presidente e tensão entre os Poderes.

Bolsonaro ainda disse que comentaria a visita que fez ao Supremo na manhã desta quinta, acompanhado de um grupo de empresários e do ministro da Economia, Paulo Guedes. O encontro foi com o presidente do STF, Dias Toffoli.

Com os problemas técnicos que interromperam a live, o presidente não chegou a fazer os comentários sobre a visita ao Supremo, mas citou a conversa com o grupo no Palácio do Planalto para falar sobre o momento de crise econômica.

"Ouvimos hoje de manhã uns dez empresários lá na Presidência, e mais centenas por videoconferência. Eles representam 45% do PIB do Brasil e em torno de 30 milhões de empregos. Eles falaram da necessidade de voltar a trabalhar, que a gente está falando há muito tempo. Eles dizem que estão na UTI, e depois disso a gente sabe o que acontece com a pessoa. Ou vai para casa ou para o repouso eterno. Nós não queremos atividade comercial simplesmente deixar de existir", afirmou.

Em outros momentos, Bolsonaro também comentou o impacto econômico no país e pediu que os trabalhadores "voltassem ao emprego".

"Há dois meses eu falo que não podemos esquecer a economia, e apanhei esse tempo todo. Agora, mais da metade da população está preocupada com a perda de emprego, e a economia não está rodando. Falta dinheiro para tudo", criticou.

Ao finalizar a transmissão, Bolsonaro comentou os problemas técnicos e disse que sua equipe tinha a "missão" de resolver a questão. "Na semana que vem, a live vai ser para funcionar de verdade", disse.

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