Bolsonaro quer subsidiar conta de luz de igrejas; Guedes é contra

Bolsonaro reza na Catedral Metropolitana de Brasília em janeiro de 2020. Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images

O presidente Jair Bolsonaro quer que o governo federal conceda subsídio à conta de luz de templos religiosos de grande porte no Brasil, segundo uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo. Mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua equipe, são contra a medida.

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De acordo com o jornal, Bolsonaro pediu ao Ministério de Minas e Energia que elaborasse uma minuta de decreto concedendo o subsídio. O texto foi encaminhado para a análise do Ministério da Economia, que defende a redução de descontos desse tipo para não impactar a arrecadação.

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O Ministério de Minas e Energia confirmou que o assunto está sendo debatido dentro do governo. O objetivo de Bolsonaro seria o de fazer um afago à bancada evangélica do Congresso e também à sua base eleitoral, embora a minuta do decreto não fale especificamente de templos cristãos.

No entanto, o texto em análise no governo foca em grandes templos que se conectam às redes de alta tensão e pagam tarifas mais caras nos horários de pico. A ideia seria reduzir o custo, e não eliminá-lo por completo, somente para os horários de pico, que já são mais caros que os horários normais hoje.

Para arcar com o subsídio, o plano do governo é aumentar a conta de luz de consumidores residenciais, aumentando a taxa de CDE (Conta de Desenvolvimento Energético). Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), consultada pelo Ministério de Minas e Energia, o impacto do subsídio seria baixo.

O governo não banca subsídios no setor elétrico desde 2015. Atualmente, sob a administração de Jair Bolsonaro e orientação de Paulo Guedes, o Planalto apoia propostas de lei que reduzem subsídios mais antigos. A Subchefia de Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência disse que o governo não tem “proposta formalizada” sobre o tema.