Bolsonaro relaciona queda do número de óbitos com operação no Rio: "Acho que a PF mata vírus"

Presidente Jair Bolsonaro durante live nesta quinta (Reprodução)
  • Presidente ironiza e elogia ação da PF que mirou governador Wilson Witzel

  • Bolsonaro também lamentou operação contra fake news, que atingiu apoiadores: "dia triste"

Por Marcelo Freire

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez um comentário durante sua transmissão semanal nas redes sociais nesta quinta-feira (28), citando a operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro que mirou o governador do Estado, Wilson Witzel (PSC), opositor do presidente.

"No Rio de Janeiro, caiu assustadoramente o número de óbitos por causa do coronavírus depois que a Polícia Federal passou por lá. Acho que a PF mata vírus. Vai continuar agindo a PF. Foi um excelente trabalho no Rio de Janeiro", disse Bolsonaro.

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Ao mesmo tempo que elogiou a ação que atingiu o governador e sua mulher, Helena Witzel, Bolsonaro lamentou outra operação da PF que investiga fake news. A ação, realizada ontem, cumpriu mandados de busca e apreensão contra blogueiros e outros apoiadores de Jair Bolsonaro acusados de disseminar ou financiar fake news.

O presidente citou o discurso que fez pela manhã no Palácio do Alvorada, onde afirmou que "não dá para admitir mais atitudes de certas pessoas individuais, tomando de forma quase que pessoal certas ações". "Acabou, porra", disse Bolsonaro na ocasião, em crítica à ação da PF que foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

"Falei por 23 minutos, falei do coração. É bom quando você se expressa, porque você se coloca no lugar da pessoa que sofreu o ato", disse Bolsonaro, em relação ao discurso.

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Segundo ele, os investigados na ação contra fake news são "pessoas de bem". "Desconheço algo na vida dessas pessoas que as comprometa. São pessoas que me apoiam – na verdade, que apoiam a nossa linha. Pessoas conservadoras, preocupadas com a família, armamentistas, defendem livre mercado. Pessoas normais", afirmou Bolsonaro na live.

Na sequência, o presidente se disse alvo constante de fake news e mostrou postagens e reportagens que disse serem falsas.

Ele voltou no assunto e disse que é um "desfecho triste" para o inquérito, dizendo que "a liberdade de imprensa e da expressão são pilares da democracia".

"Da minha parte, a liberdade de expressão, que se pese os exageros, não sofrerá nenhuma sanção. Estou chateado com o inquérito, respeitosamente a quem está fazendo. É um inquérito sem base constitucional, são milhares de páginas, muitos anexos", disse o presidente.

No fim, Bolsonaro citou a acusação de que sua campanha havia impulsionado fake news que atingiam o PT na eleição presidencial de 2018. "Com fake news contra o PT, está elogiando", ironizou. "Desafio mostrar que foi o que impulsionado que prejudicou o PT. É falar a verdade do PT. Foram bilhões desviados da Petrobras, dos Correios, de fundos de pensão, da Caixa. É dinheiro para corrupção", declarou.

"Foi um dia triste para quem ama a liberdade de imprensa e luta por um país democrático", concluiu.

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