Bolsonaro negocia com militares de baixa patente para evitar protestos

Brazil's president Jair Bolsonaro attends the Opening Ceremony of the Main Space Operations Center of the Geostationary Defense and Strategic Communications Satellite at the Aerospace Operations Command, in Brasilia, Brazil, on Tuesday, June 23, 2020. (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)

Militares de baixa patente, reservistas e pensionistas se incomodaram com o reajuste salarial concedido pelo governo aos cargos mais altos das Forças Armadas, que recebem até R$ 50 mil mensais. Para evitar protestos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) autorizou a abertura de negociações com a classe.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, líderes de associações da categoria se reuniram no Palácio do Planalto com o chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos. Também compareceram parlamentares e a alta cúpula dos ministérios da Defesa, da Economia e da Casa Civil.

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Para o governo, de acordo com a publicação, o encontro foi necessário para acalmar os ânimos dos praças, que ameaçaram protestar com panelaços na frente dos palácios presidenciais.

Interlocutores do grupo, os senadores Major Olímpio (PSL-SP) e Izalci Lucas (PSDB-DF) estimularam protestos afirmando que o Planalto “enrolava” e “tripudiava” sobre militares de baixa patente. Izalci chegou a ameaçar deixar a vice-liderança do governo no Congresso se os praças não fossem atendidos.

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O Ministério Público de Contas pede a suspensão do aumento dos “penduricalhos” à elite militar em função da crise econômica provocada pelo novo coronavírus e pela dificuldade para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 aos mais afetados pela pandemia.

Uma lei sancionada em maio proibiu reajustes no funcionalismo até 2021, mas o aumento dos adicionais às Forças Armadas foi aprovado antes e escapou do congelamento. Até 2024, a despesa com os “penduricalhos” se aproximará de R$ 8 bilhões anualmente, diz o jornal.

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