Bolsonaro lamenta fim das 'piadas' regionais: 'Não tem mais prazer de brincar no Brasil'

Na live, Bolsonaro reclamou das repreensões contra as 'piadas' envolvendo os regionalismos do Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lamentou, em uma transmissão ao vivo no Instagram feita na noite desta terça-feira (19), as repreendas feitas contra as ofensas regionais, chamadas por ele de ‘piadas’ e ‘brincadeira’.

Ao jornalista pernambucano Magno Martins, o presidente reclamou de que “querem acabar” com as piadas envolvendo as diferentes regiões do País.

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“Eu tenho toda a liberdade do mundo com o Hélio (Negão), conheço ele há não sei quantos anos, toda a liberdade do mundo. Olha esse cabra aqui (Gilson Neto), se eu falar negão sou processado, se eu falar cabra da peste, ‘ah, tá ofendendo o nordeste’. Acabou aquela brincadeira nossa de fazer uma piada, de gozar do baiano, do goiano, do paulista, do gaúcho. Querem acabar com isso, não tem mais prazer de brincar no Brasil, sem maldade”, lamentou o presidente.

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A reclamação do “politicamente correto” do presidente envolvendo os regionalismos é antiga. Em agosto de 2019, Bolsonaro respondeu com uma piada preconceituosa uma pergunta feita pelo deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA) durante visita ao município de Sobradinho. Ao ser perguntado pelo parlamentar se estava virando um “cabra da peste”, Bolsonaro respondeu que “só faltava crescer um pouquinho a cabeça”.

No fim de julho do mesmo ano, o presidente disse que "dos governadores da Paraíba, o pior é do Maranhão", durante café da manhã com jornalistas. A conversa foi registrada pela TV Brasil e viralizou. O presidente ainda dirigiu-se a Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil, para "não ter nada com esse cara".

Questionado sobre a relação com a mídia, em especial com a TV Globo, Bolsonaro acusou a emissora de querer “dinheiro público” ao ser perguntado se a Globo nutria um “ódio” pelo presidente. “O que eles querem, eu não vou dar. É dinheiro público. Eles nunca gostaram de mim por ser militar, tem muita gente lá voltada para a esquerda”.