Bolsonaro ataca Globo e diz que manifestantes que agrediram jornalistas eram “infiltrados”

Presidente Jair Bolsonaro participou de mais um ato com pautas antidemocráticas no domingo, 3 de maio (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O presidente Jair Bolsonaro chamou os agressores de jornalistas durante a manifestação do último domingo, 3, de “possíveis infiltrados”. O posicionamento é uma reclamação ao fato de o programa Fantástico, da TV Globo, ter dito que Bolsonaro não condenou a violência contra Dida Sampaio, fotógrafo do jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com o presidente, o ato foi pacífico.

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“Também condenamos a violência. Contudo, não vi tal ato, pois estava nos limites do Palácio do Planalto e apenas assisti a alegria de um povo que, espontaneamente, defendia um governo eleito, a democracia e a liberdade”, escreveu o presidente nas redes sociais.

Entre as pautas dos manifestantes estavam o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal e intervenção militar.

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Ontem, segundo a Folha de S. Paulo, o presidente teria sido avisado erroneamente que “expulsaram repórteres da Globo” da manifestação. Em resposta, Bolsonaro respondeu: “Pessoal da Globo vem aqui falar besteira, essa TV foi longe demais”.

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No post, Bolsonaro ainda comparou o ataque a jornalista a detenção de duas mulheres que desrespeitavam a proibição de ir à praia no Rio de Janeiro e, por isso, foram retiradas do local por policiais. “Não vi, em dias anteriores, a TV Globo sair em defesa de uma senhora e filha que foram colocadas dentro de um camburão por estarem nadando em Copacabana”, disse o presidente, que ainda citou outros exemplos de pessoas repreendidas ou presas por policiais por desrespeitarem a quarentena.

“A maior violência que o povo sofre no Brasil é aquela contra seus direitos fundamentais, com o apoio ou omissão da TV Globo”, termina o presidente.