Bolsonaro diz que Mandetta 'semeava o pânico' sobre coronavírus

Marcelo Freire
·3 minuto de leitura
BRASILIA, BRAZIL - MARCH 18: Brazilian Health Minister Luiz Henrique Mandetta (R) gives gel alcohol to President of Brazil Jair Bolsonaro, both using protective masks, during a press conference regarding government plans and measures on Coronavirus (COVID-19) Outbreak in Brazil, at the Planalto Palace on March 18, 2020 in Brasilia, Brazil. (Photo by Andre Coelho/Getty Images)
Bolsonaro e Mandetta durante coletiva de imprensa no dia 18 de março Andre Coelho/Getty Images)

Durante live nesta quinta (16), o presidente Jair Bolsonaro pediu, novamente, o fim das políticas de isolamento social nos estados e a reabertura de setores da economia. Em um momento, criticou o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ao falar sobre o início da crise da pandemia do novo coronavírus e a política de buscar o achatamento a curva de infectados para não sobrecarregar os leitos dos hospitais.

"Quando resolveram lá atrás partir para o achatamento da curva... lembra do ministro Mandetta? 'Vamos achatar a curva.' Ele falava na reunião de ministros: 'Caminhões do Exército vão pegar corpos nas ruas', semeando o pânico no Brasil", atacou.

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O presidente também defendeu novamente o uso da hidroxicloroquina em diversos momentos, mostrando a embalagem do remédio e dizendo que ele havia ajudado em seu próprio tratamento.

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Apesar disso, declarou que não era garoto-propaganda do medicamento, que não tem comprovação científica para o combate à covid-19. "Não estou estimulando, mas estou orientando procurar um médico e ver o que ele acha", disse. "Não tem outra alternativa."

Bolsonaro defende ministros e não comenta Gilmar Mendes

Na transmissão, Bolsonaro listou seus 23 ministros e negou a saída de Ricardo Salles e do ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuello, dizendo que ambos ficarão no governo. "São dois ministros excepcionais", comentou.

Mais tarde, sobre Ernesto Araújo, ele disse que parece "irmão gêmeo" do chanceler. "Vira e mexe, dizem que ele vai sair. Tudo que a gente conversa, a gente se acerta perfeitamente. Se ele sair, eu tenho que sair também".

O presidente ainda respondeu a uma pergunta de um jornalista, enviada diretamente aos assessores da Presidência, sobre a polêmica envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Dias atrás, Mendes afirmou que o Exército brasileiro estava se associando a um "genocídio na gestão da pandemia, ao comentar a participação dos militares no Ministério da Saúde – como Pazuello, que assumiu interinamente o ministério e não é médico. O caso foi resolvido com uma conversa entre Bolsonaro e Mendes, e depois entre Mendes e Pazuello, o que foi confirmado pelo presidente.

Bolsonaro disse que "dava por encerrado" o episódio. "Eu conversei com o Gilmar Mendes, e me reservo a não revelar o teor da conversa", disse Bolsonaro. "O que nós queremos é solução", disse o presidente, que em seguida passou a defender a atuação de Pazuello.

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