Bolsonaro diz que apagão no Amapá 'não tem nada a ver' com seu governo

Ivan Martínez-Vargas
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Alan Santos / Alan Santos/PR

SAO PAULO — O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira em discurso a investidores e executivos de grandes empresas em São Paulo que o apagão de energia elétrica que durou mais de 20 dias no Amapá "não tinha nada a ver" com o governo federal e elogiou a atuação do ministério de Minas e Energia na condução do assunto.

Bolsonaro participou de um almoço promovido pelo Grupo Voto na Sociedade Hípica Paulista. O presidente foi homenageado no evento, chamado de "Brinde à Democracia".

No início de seu discurso, o presidente lamentou que Bento Albuquerque, ministro da Energia, não fosse convidado para falar no evento. Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura, e Paulo Guedes, da Economia, falaram ao público.

— Seria bom se o ministro Bento viesse falar sobre o que foi feito no Amapá, problema sério que tivemos no último dia 3 de novembro, na questão de energia elétrica, não tem nada a ver com o governo federal, mas como nós aqui somos um governo de 210 milhões de brasileiros nós fomos até lá e em menos de duas semanas o assunto foi resolvido — afirmou.

O Amapá sofreu uma queda geral de energia elétrica em todo o estado no início do mês e o fornecimento só foi 100% reestabelecido na terça-feira, 22 dias depois do primeiro problema, segundo a empresa distribuidora de energia e o próprio governo federal.

A normalização do serviço só foi possível após a energização de um segundo transformador na subestação da capital, Macapá, a principal do estado. O local foi atingido por um incêndio no dia 3 deste mês. Até então, o estado passava por um rodízio em que a energia era cortada a cada 3 ou 4 horas, a depender da região.

Em sua fala, Bolsonaro elogiou Albuquerque na condução da crise de energia no estado.

— Não era competência ou atribuição nossa, nós nos orgulhamos do Ministério das Minas e Energia também pelo seu voluntarismo, pela forma como enfrentou essa questão — disse Bolsonaro.

O presidente viajou ao Amapá no último sábado, 18 dias depois do início da crise, a convite do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Houve protestos contra o presidente e contra Alcolumbre no estado, informou o blog de Gerson Camarotti, da Globonews.