Bolsonaro contribuiu com aumento de mortes, diz diretor da Associação Médica Mundial

Redação Notícias
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"Se tivesse tido conduta sensata e alinhada com o que os experts em saúde e profissionais de Medicina, teríamos menos mortes. Essas atitudes fizeram com que mais pessoas se expusessem, se infectassem e morressem", disse (Foto: Agência Brasil)
"Se tivesse tido conduta sensata e alinhada com o que os experts em saúde e profissionais de Medicina, teríamos menos mortes. Essas atitudes fizeram com que mais pessoas se expusessem, se infectassem e morressem", disse (Foto: Agência Brasil)

Miguel Roberto Jorge, presidente da Associação Médica Mundial, entidade que produz orientações relacionadas ao trabalho dos médicos, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contribuiu com o aumento de mortes causadas pelo coronavírus durante a pandemia.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, nesta quarta-feira (3), Roberto Jorge atribuiu parte do avanço da pandemia no Brasil, que chegou ao estado mais crítico nesta semana desde o primeiro caso da infecção, às posturas de Bolsonaro.

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"Se tivesse tido conduta sensata e alinhada com o que os experts em saúde e profissionais de Medicina, teríamos menos mortes. Essas atitudes fizeram com que mais pessoas se expusessem, se infectassem e morressem", disse.

Bolsonaro e outros integrantes do governo federal minimizaram os riscos da doença, a chamam de "gripezinha", promovem aglomeração com apoiadores e parlamentares, frequentaram locais públicos sem máscara e criticaram medidas de isolamento social.

Além disso, o presidente da Associação, que é psiquiatra e professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista), ressalta que não existe qualquer "tratamento precoce" contra a Covid-19, conforme Bolsonaro insiste em dizer de maneira equivocada. 

Nesta terça-feira (2), o Brasil registrou o dia mais mortal da pandemia. Foram 1.726 registros de mortes pela Covid-19 em 24 horas. Cidades estão decretando lockdown para tentar reduzir o contágio.

O governador de São Paulo e rival político de Bolsonaro, João Doria (PSDB), colocou o estado na fase vermelha do plano SP. Na última terça-feira, 2, o estado teve o maior número de mortes pelo coronavírus registradas em 24 horas, com 468 óbitos.