Bolsonaro cita medidas dos estados e diz que "remédio em excesso pode não fazer bem"

Brazilian President Jair Bolsonaro gestures using a face cover during a press conference regarding the COVID-19, coronavirus pandemic at the Planalto Palace, Brasilia on March 18, 2020. (Photo by Sergio LIMA / AFP) (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
  • Bolsonaro cita fechamento de shoppings, decretado pelo governador de São Paulo, e afirma que "economia tem que funcionar"

  • Presidente diz que fará uma festa de aniversário no sábado (21) apenas com a mulher e as duas filhas

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez uma transmissão curta, de apenas 13 minutos, nesta quinta-feira (19), em meio à crise do país para conter o avanço do coronavírus.

Durante a live, Bolsonaro informou a portaria do governo federal que fechou as fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul e citou outras medidas, como o auxílio mensal aos trabalhadores autônomos e a inclusão de 1 milhão de beneficiários para o Bolsa Família, para auxiliar a população durante a crise.

Ao citar o fechamento das fronteiras, Bolsonaro disse que a medida ajudaria a impedir a entrada de pessoas possivelmente infectadas no Brasil, ressaltando que "o trabalho de todos os países no momento é alongar a curva da infecção, porque se for muito rápida, não temos meios de atendê-los em hospitais e UTIs."

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"Se bem que é uma pequena parcela da população que estará sujeita a isso. Mais da metade adquire o vírus e nem fica sabendo", ressaltou Bolsonaro. "Apenas em torno de 5%, e um percentual menor que isso até, vai ter um problema mais grave", declarou o presidente, citando a população idosa, que é grupo de risco.

"Mas estamos tomando as medidas cabíveis, e meu trabalho é não levar pânico à população brasileira", acrescentou Bolsonaro.

O presidente ainda citou governos estaduais que fecharam estabelecimentos comerciais e cogitam medidas mais drásticas para evitar a circulação de pessoas, como São Paulo, e afirmou que "remédio em excesso pode não fazer bem ao paciente".

"Algumas autoridades estaduais estão tomando medidas, e têm tido reclamação e elogio. Mas deixo claro que o remédio, quando é em excesso, pode não fazer bem ao paciente. Uns fechando supermercado, outros querendo fechar aeroportos, outros querendo colocar uma barreira na divisa entre os estados, fechando academias... a economia tem que funcionar", declarou o presidente.

"Caso contrário, as pessoas não vão ficar em casa e se alimentar do nada. Tem que buscar meio de sobrevivência, e se faltar emprego, falta o pão em casa e os problemas se avolumam."

Bolsonaro ainda disse lamentar a sétima morte de um paciente com coronavírus, confirmada nesta quinta, e afirmou que vai orientar o Ministério da Saúde para que sejam divulgados os detalhes sobre os casos de óbito envolvendo a covid-19 para saber quais eram as condições de saúde e o perfil do paciente que sucumbiu ao vírus.

Durante a transmissão, Bolsonaro usou máscara o tempo inteiro e foi acompanhado somente pela intérprete de libras Elizângela Castelo. O presidente contou que faria uma pequena festa para comemorar seu aniversário, neste sábado (21), com a presença apenas de sua mulher, Michelle, e suas duas filhas.  

O presidente também disse que não entraria em muitos detalhes sobre a questão do coronavírus porque gravou uma entrevista para o programa do Ratinho prevista para ir ao ar nesta sexta (20).

"Gravei uma entrevista de um pouco mais de uma hora para o Ratinho. Falei muita coisa que vai ao ar amanhã. Então não vou entrar em muito detalhe aqui na questão do coronavírus, até porque amanhã, se Deus quiser, vai estar no programa do Ratinho", disse.

No fim, ele voltou a convidar as pessoas a assistirem ao programa. "Amanhã, às 22h30, SBT, Ratinho", disse o presidente no fim da live.

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