Bolsonaro deve 'baixar tom' sobre 5G para tentar sucesso com insumos de vacinas na China

Redação Finanças
·2 minuto de leitura
Brazil's President Jair Bolsonaro, right, and China's President Xi Jinping pose for photo prior to a meeting of leaders of the BRICS emerging economies at the Itamaraty palace in Brasilia, Brazil, Thursday, November 14, 2019. Pavel Golovkin/Pool via REUTERS
Brazil's President Jair Bolsonaro, right, and China's President Xi Jinping pose for photo prior to a meeting of leaders of the BRICS emerging economies at the Itamaraty palace in Brasilia, Brazil, Thursday, November 14, 2019. Pavel Golovkin/Pool via REUTERS

O governo Jair Bolsonaro deve adotar um tom menos duro sobre a empresa chinesa Huawei a respeito da tecnologia 5G. O Planalto quer, com isso, trazer Pequim “para mais perto” e agilizar a importação de insumos para vacinas contra a Covid-19. As informações são da Folha de S.Paulo.

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As vacinas que o Brasil tem no momento, AstraZenca/Oxford e Coronavac, têm insumos que saem da China, país que a administração atual tem uma relação turbulenta há tempos.

A entrega de produtos está atrasada e vem afetando o calendário de vacinação do Brasil, onde mais de 210 mil pessoas já morreram por causa da pandemia.

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A Huawei, gigante do setor de telecomunicações, assim como o país asiático, vem sendo alvo de ataques frequentes do governo brasileiro. A companhia chinesa quer ser fornecedora de equipamentos para a tecnologia 5G - a Anatel prevê o leilão, o maior da história pelo volume de licenças, para o final de junho.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, visitará nas próximas semanas fornecedores desses equipamentos. A viagem oficial do ministro deverá passar pela Finlândia (sede da Nokia), Suécia (Ericsson), Coreia do Sul (Samsung) e China (Huawei e ZTE). Faria deverá conversar com todos os presidentes dessas empresas antes de decidir se há motivos para algum tipo de restrição à Huawei.

As operadoras terão que contratar a compra de equipamentos para montar as redes 5G e hoje a Huawei é líder em contratos com os países que já lançaram esse serviço.

A questão da segurança cibernética é frequentemente usada para discutir a posição da companhia chinesa. A empresa atua no Brasil há mais de 20 anos e não há evidências que a Huawei não respeite as regras de cibersegurança do país. A Huawei também fornece equipamentos para a Receita Federal, Caixa e Banco do Brasil - até hoje não houve um único registro de roubo de dados.

Ainda segundo a Folha de S.Paulo, as operadoras, no fundo, não estão defendendo a Huawei, e sim evitar que se troque equipamentos ou que tenham que comprar aparelhos 5G mais caros, pós a chinesa já está presente em 45% das redes.

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