Bolsa sobe apesar da debandada no governo Bolsonaro

Redação Finanças
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O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, terminou a segunda-feira (29) com alta de 0,56%
O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, terminou a segunda-feira (29) com alta de 0,56%
  • Mesmo com caos político, bolsa fechou o dia com 0,56% de alta

  • Dólar teve tímido aumento durante o dia

  • Investidores acompanham a articulação para renegociar o Orçamento

Mesmo em um dia caótico, com uma verdadeira dança das cadeiras e a troca de seis ministros do governo Bolsonaro, a Bolsa de Valores pareceu não se importar com a instabilidade política e as acusações de que o presidente teria interesse em usar as Forças Armadas para faturar politicamente.

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, terminou a segunda-feira (29) com alta de 0,56% e a única queda registrada foi no volume de negócios, de R$ 25,6 bilhões, bem abaixo da média diária do ano, que ronda os R$ 37 bilhões. O dólar também fechou em uma tímida alta de 0,43%, encerrando o dia vendido a R$ 5,766.

No dia seguinte, nesta terça-feira (30), a bolsa abriu em queda, mas antes das 11h reverteu a tendência. Agora, o Ibovespa sobe 0,66% aos 116.181 pontos. As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) avançam 0,52%. As PN do Itaú (ITUB4) têm alta de 0,32%

Além da movimentação nos ministérios em Brasília, investidores acompanham a articulação política para renegociar o Orçamento, aprovado na semana passada com várias manobras fiscais. Este está sendo considerado um teste para medir a articulação política de Bolsonaro.

Reação bem diferente quando, no começo de março, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin anular todas as condenações impostas ao ex-presidente Lula. Na ocasião, a bolsa operou em forte queda de 3,98% e o dólar fechou em alta de 1,67%. 

Entenda as trocas

O presidente Jair Bolsonaro enfrentou um debandada no seu quadro ministerial e realizou uma reforma ministerial na Esplanada nesta segunda-feira (29). A dança das cadeiras envolve a troca de seis ministros. 

Na Casa Civil da Presidência da República, sai o general Braga Netto e assume o general Luiz Eduardo Ramos; no Ministério da Justiça e Segurança Pública sai André Mendonça e assume o delegado da Polícia Federal Anderson Gustavo Torres; no Ministério da Defesa, sai o general Fernando Azevedo e entra o general Walter Souza Braga Netto.

Já no Ministério das Relações Exteriores, deixa a pasta Ernesto Araújo e assume o embaixador Carlos Alberto Franco França (atual cerimonial da Presidência). Na Secretaria de Governo da Presidência da República, no lugar de Ramos, assume a deputada federal Flávia Arruda e na Advocacia-Geral da União (AGU) retorna o ministro André Mendonça no posto deixado por Levi.