Blogueira fitness remove silicone por conta de desequilíbrio hormonal e dores no peito


No ano passado, Sia Cooper revelou que estava removendo seus implantes mamários devido a quase ter ficado de cama. Essa é uma foto dela antes da cirurgia. Fonte: Instagram / Diário de uma mamãe fitness.

Por Olivia Morris

Hoje em dia, com tantas pessoas se submetendo às cirurgias por razões estéticas, a cirurgia plástica certamente deixou de ser um tabu.

Receba novidades sobre o mundo dos famosos (e muito mais) no seu Whatsapp

Em 2017, 20 mil australianas foram submetidos à cirurgia de implante mamário, de acordo com a Faculdade Australiana de Cirurgia Plástica. No entanto, recentemente, algumas pessoas têm relatado histórias angustiantes sobre como a sua saúde foi afetada devido aos implantes.

No ano passado, a influenciadora americana Sia Cooper, que comanda o popular blog “Diário de uma mamãe fitness“, contou aos seus 1,2 milhão de seguidores que seus implantes foram removidos após sete anos, devido a sérios problemas de saúde.

A jovem de 29 anos foi inicialmente criticada, em 2011, depois que seu ex-marido a “incentivou” a colocar implantes, e também após uma perda de peso de 20 kg para fazê-la se sentir “mais feminina e voluptuosa”.

Mas nos anos seguintes, Sia se deparou com “desequilíbrios hormonais, dores no peito, fadiga extrema, confusão e queda intensa de cabelo”.

Foi somente depois que um seguidor lhe contou sobre a doença do implante de mama (BII), que ela percebeu que seus implantes poderiam ser os culpados pelos sintomas acima mencionados.

A estrela do Instagram contou tudo durante a sua jornada e muitos de seus seguidores compartilharam histórias semelhantes. Fonte: Instagram / Diário de uma mamãe fitness.

“Como a minha saúde foi piorando por mais de um ano, percebi que precisava dar um basta nisso e  teria que fazer o possível para encontrar a fonte do problema, mesmo que isso significasse remover meus implantes”, disse ela ao Yahoo Lifestyle.

“Estava sofrendo de sintomas de uma doença autoimune, sem que houvesse um diagnóstico de qualquer doença assim.”

“Sou uma profissional fitness, deveria estar apresentando uma condição muito mais saudável… então isso foi particularmente assustador para mim, algo sem explicação.”

No final do ano passado, ela anunciou no Instagram que tinha tomado a decisão de fazer novamente uma cirurgia, mas desta vez para remover seus implantes.

A jovem de 29 anos passou por uma cirurgia de implantes mamários em 2011, mas foram removidos sete anos depois. Fonte: Instagram / Diário de uma mamãe fitness.

Dois meses depois da cirurgia, Sia está se sentindo “muito melhor”

“Estou de volta ao trabalho e tenho mais energia agora”, explica ela. “Minha pele não está mais tão seca, minhas articulações pararam de doer, meu cabelo não está caindo tanto e meu estado cognitivo está melhorando.”

Embora a saúde física de Sia tenha melhorado, ela admite ter ficado apreensiva com a autoconfiança em seu corpo após a cirurgia de remoção de implantes.

“Estava realmente preocupada como iria lidar com a minha aparência e sentiria falta de ter seios maiores, como se um pedaço de mim estivesse faltando, mesmo que não fosse aquele o meu corpo natural”, diz ela.

Felizmente, isso pouco a afetou e Sia realmente se sente “mais confiante” sem os implantes.

Após a cirurgia, Sia revelou estar se sentindo “muito melhor” tanto em relação a sua saúde física quanto a sua confiança no próprio corpo. Fonte: Instagram / Diário de uma mamãe fitness.

Apesar da doença do implante mamário (BII) não ser atualmente uma condição clinicamente reconhecida, Sia revelou que desde que ela começou a falar abertamente sobre o que estava passando, todos os dias alguém surge relatando sofrer dos mesmos sintomas.

Muitos médicos que participam da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos insistem que não há estatísticas ou pesquisas para confirmar a doença do implante mamário.

Da mesma forma, a Sociedade Australiana de Cirurgiões Plásticos disse ao A Current Affair, no ano passado, que não há “atualmente, nenhuma evidência científica que apoiasse o diagnóstico” dessa condição.

No entanto, ao observar a jornada de Sia, certamente parece haver fortes indícios de que tal condição realmente seja uma doença.