“Tubarão” faz 40 anos: o acidente que virou um clássico do cinema

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Não gosto dessa mania online de comemorar qualquer data sem sentido. Fulano completou 32 anos. Filme X fez 57 anos.

Mas hoje não dá para deixar passar o aniversário de “Tubarão”, que completa 40 anos neste sabadão (20) de sol em Los Angeles.

O longa do jovem Steven Spielberg não é apenas um dos maiores thrillers da história do cinema e um filme tecnicamente impressionante até hoje, mas foi por causa dele (e de um outro chamado “Guerra nas Estrelas”, dois anos depois) que o sistema hollywoodiano como conhecemos surgiu.

Não havia a temporada de Verão como o período de grandes lançamentos do cinema pop. Na verdade, nem mesmo o conceito de cinema pop estava definido.

“Tubarão” estreou em pouco mais de 400 salas e, dois meses depois, pulou para quase mil cinemas. Seus produtores saíram, antes da estreia, promovendo o livro que deu origem ao longa.

Nos três primeiros dias de exibição, o filme rendeu US$ 7 milhões. Em dois meses, passou US$ 100 milhões. Parece besta hoje em dia com “Jurassic World” fazendo o dobro disso em um fim de semana, mas pense que o orçamento original não alcançava US$ 4 milhões -estourou para US$ 7 milhões, porque as filmagens duraram 155 dias, três vezes mais que o planejado.

Quase tudo em “Tubarão” foi um acidente, iniciado pelo tubarão mecânico que vivia no prego. A área escolhida para filmar sofria com tempestades ocasionais e até o barco cenográfico afundou.

Mas Spielberg manteve o pé no acelerador (ele achava que nunca mais seria chamado para filmar depois de tantas confusões) e “Tubarão” virou uma franquia bilionária e um marco no cinema.