Para ser feliz no trabalho

Annie McKee é uma übercoach. Articulista da Harvard Business Review, autora de best-sellers de liderança, a executiva americana, nascida na Inglaterra, dá aulas no instituto de educação executiva na prestigiada Wharton School e tem uma empresa de consultoria e coaching para executivos.

Num recentíssimo artigo escrito para a Harvard Business Review, ela chama a atenção para um tema hipercontemporâneo: a felicidade no trabalho. O assunto, que é estudado de tempos em tempos, agora ganha um caráter mais moderno ao tratar funcionários felizes como funcionários engajados.

Annie McKee, a coach que prega a felicidade no trabalho Foto: Teleos

Não tenho dúvida de que funcionários felizes ou motivados ou apaixonados pelo que fazem são mais produtivos. Só para esclarecimento geral: quando defendo essa ideia, não falo das situações precárias em que salário é uma questão de vida e morte. Entendo também que a geração Y, dos nascidos dos anos 80, foi mimada pelos pais com a crença de que o mais importante, na vida, é ser feliz. Finalmente, acho que estamos passando por um processo de reconstrução das relações entre trabalho e vida, empresas e funcionários. Acredito que o conceito das carreiras, do trabalho pago e do trabalho social vai mudar radicalmente.

Vou contar uma historinha pessoal. Na minha experiência corporativa, vivi altos e baixos em termos de felicidade, como a maior parte das pessoas normais. Ganhei bônus e fui mais feliz. Fiquei abaixo da meta e, certamente, mais pobre e mais autocrítica. Parte da felicidade que sentimos no trabalho tem a ver com os instrumentos tradicionais de reconhecimento: valorização do chefe, mais dinheiro no bolso, mais confiança no próprio taco. Mas parte da felicidade tem a ver com uma crença, talvez meio ingênua, de que estamos num projeto coletivo muito legal, um projeto inovador ou transformador. Um projeto único, que pode não mudar o mundo, mas que produzirá algo diferente, uma aventura de equipe. Experimentar algo assim com um grupo de pessoas (sua equipe) é um privilégio. Dividir uma visão, batalhar duro por ela e colher o resultado é uma dessas jornadas para as quais vale a pena virar várias noites no trabalho.

Depois da série de posts com as lições das mulheres mais poderosas no mundo do negócio, vou estrear uma série sobre a felicidade no trabalho.

E a professora da vez é a Annie Mckee, no já citado artigo na HBR, Ser Feliz no Trabalho é Importante. Annie escolhe três coisas que engajam e fazem as pessoas mais felizes no trabalho. Abaixo, o resumo das ideias da coach, em livre tradução.

1) Compartilhar uma visão de futuro. “As pessoas querem ser capazes de ver o futuro e o seu lugar nele”, diz Annie. Dividir uma visão de futuro com a empresa é altamente engajador.

2) Um senso de propósito. As pessoas querem acreditar que o seu trabalho contribui para alcançar algo realmente importante.

3) Boas relações. Ter uma relação produtiva (em que há empatia, troca, aprendizado) com chefe, colegas e equipe é fundamental para o engajamento e a felicidade.

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