Pele sensível: os mandamentos para uma depilação segura

Vermelhidão, coceira e ardência: eis alguns sintomas da pele delicada - que tende a sofrer ainda mais na hora de remover os pelinhos

A pele sensível requer cuidados especiais na hora da depilação. A dermatologista Kaká Martinelli, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, revela quais são os métodos mais adequados e como tratar a pele antes e depois desse processo.

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Y! O que caracteriza a pele sensível?
A pele sensível é caracterizada pela hiper-reatividade, que, portanto, mostra-se intolerante a diversos fatores. Ela apresenta aspereza, desconforto, placas ou bolinhas avermelhadas - normalmente nas maçãs do rosto ou ao redor da boca. Fatores externos como o Sol, estresse, banhos quentes e clima frio podem acentuar a coceira e a irritação.

A pele sensível tem tendência a ficar vermelha e irritada com facilidade, assim como ardência após o uso de diversos produtos. Este tipo de pele costuma descamar com frequência.

Y! Como escolher o método de depilação mais adequado?
Há apenas uma regra que deve ser seguida para preservar uma pele delicada: respeitar a sua fragilidade. Portanto, o ideal é começar aos poucos, testando novas técnicas ou produtos em pequenas regiões do corpo e observar como o organismo reage. Considerando que cada pessoa tem características únicas, essa é uma questão que varia de pessoa para pessoa.

Y! Quais são os métodos depilatórios que tendem a agredir menos a pele?
A depilação com cera quente é uma boa opção, pois a alta temperatura abre os poros e facilita a saída dos pelos. Como são eliminados desde a raiz, o tempo entre uma sessão e outra é maior e, portanto, preserva a pele de agressões constantes. É importante observar quais são os ingredientes que a compõem - em geral, quanto mais natural a formulação, melhor. Algas marinhas, capim santo e mel entram nas alternativas mais recomendadas.

Outro método sugerido é o depilador elétrico. Assim como a cera, elimina os pelos desde a raiz e, portanto, preserva a integridade da cútis no médio prazo. Além disso, tem a vantagem de não utilizar nenhum componente químico para extrair os pelos. Portanto, as chances de reações adversas são ainda menores em comparação com a cera.

Y! Quais são os métodos que requerem mais cautela?
O uso de cremes depilatórios pede atenção especial. Respeitar as instruções de uso é fundamental, mas o primeiro e mais importante ponto é olhar o rótulo para checar a composição. Alguns ativos podem acentuar a irritação. Entre as principais substâncias podemos citar: álcool ácido lático, mentol, vitamina C, tolueno, propilenoglicol, avobenzona e peróxido de benzoíla. Dê preferência a produtos a base de aloe vera, camomila, gengibre, malva, enxofre, zinco, ácido salicílico e feverfew.

Em relação as pinças, sobretudo nos salões, é importante certificar-se de que ela foi esterelizada, garantindo assim, a eliminação de possíveis fungos ou bactérias. Em casa, o instrumento jamais deve ser compartilhado: o uso é pessoal e intransferível.

Y! Antes e depois da depilação, quais são os cuidados essenciais para garantir a saúde da pele?
Em primeiro lugar, limpar adequadamente. Isso significa que deve ser realizada de maneira delicada, respeitando-se o pH, evitando água muito quente e sabonetes que causem a sensação de “repuxamento”, pois removem em excesso a proteção natural da pele. Em caso de ressecamento intenso, também pode ser utilizadas loções de limpeza sem enxágue. Borrifadas de água termal ao longo do dia aliviam a irritação e o desconforto.

Também é importante não descuidar da hidratacão, que restaura o equilíbrio e a proteção da pele. Para isso, deve ser feita diariamente, sempre dando preferência a loções e cremes específicos para a pele sensível. Na prática isso significa produtos livres de parabenos, fragrâncias e corantes, pois podem desencadear dermatite de contato, acentuando a sensação de ardência ou coceira, Boas opções de substâncias hidratantes incluem a glicerina, a ceramida e a hidroxietiluréia.

Por fim, proteger adequadamente da radiação ultravioleta dos tipos A e B que provoca queimaduras, redução das defesas naturais e imunológicas da pele. Para evitar tais reações, é fundamental o uso do filtro solar com FPS e PPD adequados, recomendados por seu dermatologista. Hoje, há uma gama enorme de filtros solares que, além da fotoproteção, oferecem benefícios adicionais que atendem às necessidades dos diferentes tipos de pele, inclusive existem opções de filtros solares hipoalergênicos ou de alta tolerância desenvolvidos especialmente para peles sensíveis.

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